Cerca de 100 mil libaneses fugiram do sul do Líbano desde que Israel determinou na 4ª feira (4.mar.2026) a desocupação de uma área de 850 km². Segundo um alto funcionário da ONU (Organização das Nações Unidas), o número de deslocados deve aumentar depois dos alertas israelenses.
“O que vimos nos últimos dias é, eu diria, sem precedentes em termos da escala aqui no Líbano, dos alertas, das ordens de deslocamento e da reação, do pânico também, que tudo isso criou”, disse Imran Riza, coordenador humanitário da ONU no Líbano, à agência Reuters.
Segundo Riza, “neste momento, há cerca de 100 mil pessoas que, nesta manhã, estão em cerca de 477 abrigos coletivos. Há cerca de 57 abrigos que ainda têm vagas, mas basicamente a capacidade está sendo atingida muito, muito rapidamente”.
O governo de Israel determinou na 4ª feira (04.mar.2026) a desocupação da área de 850 km² no sul do Líbano. A região vai da fronteira israelense até o rio Litani, situado a 30 km de distância do ponto mais afastado. Cerca de 200 mil libaneses que residem nesse território devem deixar suas casas.
A sequência de ações militares no Líbano começou na 2ª feira (2.mar.2026), quando o Hezbollah entrou na guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em seguida, o governo israelense iniciou uma campanha aérea sobre o território libanês.
Na madrugada de 3ª feira (3.mar), o porta-voz militar israelense, Avichay Adraee, listou 50 vilarejos e assentamentos em uma publicação no X e pediu que os moradores deixassem suas casas.
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