Lindbergh Farias e Rogério Correia, deputados do PT (Partido dos Trabalhadores), protocolaram na 5ª feira (22.jan.2025) um pedido formal à PRF (Polícia Rodoviária Federal) solicitando a interrupção da caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A manifestação, que percorre o trajeto entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), foi iniciada na 2ª feira (19.jan.2026) e tem estimativa de chegada à capital federal no domingo (25.jan.2026).
No documento enviado à PRF, os congressistas petistas argumentam que a caminhada representa “risco concreto à segurança viária” por ser realizada em rodovia federal de tráfego intenso. Segundo eles, os manifestantes utilizam o acostamento e, em alguns momentos, invadem a pista de rolamento. Eis a íntegra (PDF -396 KB).
Os deputados do PT afirmam que a manifestação, denominada por Nikolas como “caminhada pela liberdade”, foi realizada sem comunicação prévia às autoridades competentes. A falta de autorização, segundo os petistas, coloca em risco tanto os participantes quanto os motoristas que trafegam pela rodovia.
No documento enviado à PRF, Lindbergh e Correia classificaram a conduta dos manifestantes como “grave, inaceitável e irresponsável”. Os petistas também denunciaram o uso de aeronaves para acompanhar o ato, com pousos realizados nas margens da estrada, o que aumentaria o risco de acidentes.
Nikolas Ferreira disse em um vídeo nesta 6ª feira (23.jan.2026) que a caminhada pela liberdade dos presos pelo 8 de Janeiro deve avançar mais 40 km. Em nota, o deputado disse que a caminhada é “constitucional, legal e absolutamente pacífica”.
Assista ao vídeo (2min29s):
Eis a íntegra da nota enviada pela assessoria de Nikolas Ferreira:
“É curioso observar a mudança de humor do deputado Lindbergh Farias. Na terça-feira, a caminhada para ele era motivo de deboche: “marcha esvaziada”. Agora, subitamente, virou caso de urgência nacional que mereceria intervenção da PRF.
Reitero aqui mais uma vez: a caminhada é constitucional, legal e absolutamente pacífica. Foi comunicada às autoridades desde o primeiro dia e não tem, nem terá, qualquer tolerância com vandalismo, depredação ou desordem.
Tentar paralisar à força uma manifestação pacífica, por divergência política, não é zelo institucional, é afronta à democracia e violação direta da Constituição. O que incomoda, ao que parece, não é o risco que ele alega ter, mas sim o movimento gigantesco que criamos.
A caminhada segue em paz e seguirá até o final, conforme já divulgado.”





