O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer ampliar ainda mais a participação de empresas chinesas no setor elétrico nacional. Nesta 6ª feira (23.jan.2026), o Ministério de Minas e Energia informou que o ministro Alexandre Silveira (PSD) se reuniu em Xangai, China, com representantes da Huawei, para atrair o investimento da empresa no leilão de sistemas de armazenamento de energia por baterias, planejado para abril de 2026.
O leilão terá início de suprimento em agosto de 2028 e contratos de 10 anos, voltados exclusivamente a novos sistemas de armazenamento. O objetivo é fortalecer a segurança energética, integrar mais fontes renováveis e modernizar o SIN (Sistema Interligado Nacional).
Durante a reunião, Silveira afirmou que a presença de grupos internacionais com experiência tecnológica, especialmente da China, aumenta a competitividade do certame, estimula a inovação tecnológica e reforça a estratégia brasileira de desenvolvimento industrial e científico.
“A cooperação Brasil–China tem gerado resultados relevantes e pode contribuir ainda mais para o avanço do armazenamento de energia no país”, afirmou.
A Huawei está presente no Brasil há 28 anos, com escritórios, centros de distribuição e duas unidades fabris, em Jundiaí (SP) e Manaus (AM).
Como mostrou o Poder360, o governo chinês tem aumentado seus investimentos no setor energético, em especial no armazenamento de energia elétrica.
O país divulgou, em setembro de 2025, um plano de ação avaliado em 250 bilhões de yuans (cerca de R$ 187,8 bilhões) para desenvolver novos projetos de armazenamento de energia de 2025 a 2027.
Pequim pretende alcançar mais de 180 milhões de kW de capacidade instalada em novos tipos de armazenamento energético até 2027.
Dados oficiais indicam que a capacidade instalada de novos tipos de armazenamento de energia na China chegou a 73,76 milhões de kW até o final de 2024. O plano representa um esforço para mais do que dobrar essa capacidade nos próximos anos.





