• Terça-feira, 17 de março de 2026

PT culpa Bolsonaro pelo Master e reage a casos que afetam o Planalto

Resolução do partido também cita "rachadinhas" de Flávio Bolsonaro, pede maioria no Congresso e avanço em pautas como fim da 6 X 1

O PT elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em resolução divulgada nesta 3ª feira (17.mar.2026). O ambiente é de pressão interna no Planalto por reação mais eficaz a casos como o do Banco Master e a suspeitas envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, em fraudes no INSS.

A resolução da Executiva Nacional do PT marca uma inflexão no discurso do partido ao colocar Flávio Bolsonaro no centro da disputa presidencial de 2026. O documento associa o senador ao legado do bolsonarismo e o define como continuidade de um projeto “autoritário e antipopular”.

Aqui estão os 5 principais pontos da resolução:

Integrantes do governo e do partido avaliam que houve demora na reação a episódios recentes. A oposição tem explorado os casos para associar o entorno do presidente a escândalos de corrupção, tema sensível ao PT.

No caso de Fábio Luís, o Planalto avalia que eventual ausência de provas pode reduzir o impacto, mas reconhece que a disputa também ocorre no campo da comunicação.

Parte da reação caberia ao partido e à base aliada. A comunicação institucional do Planalto tem limites legais e não pode assumir caráter político-partidário, o que exigiria maior protagonismo do PT e de congressistas na defesa pública do governo.

Pesquisas recentes indicam cenário mais competitivo para 2026. Levantamentos de institutos como Quaest e Datafolha mostram Lula na liderança, mas com vantagem mais apertada em simulações de 1º turno.

Flávio Bolsonaro tem buscado se apresentar como nome mais moderado. A percepção foi captada em pesquisa da Quaest divulgada em 4ª feira (11.mar.2026). No caso de Lula, 46% concordam que ele é radical e 46% discordam. Em relação a Flávio Bolsonaro, 45% o consideram radical e 44% dizem que não é.

Petistas avaliam que a sucessão de crises aumenta o risco de desgaste e pode influenciar a percepção do eleitor, sobretudo em ambiente de polarização. Parte do público tende a reter o impacto inicial das denúncias, mesmo que investigações posteriores não confirmem irregularidades.

A avaliação é de que o senador tem ocupado espaço enquanto o governo reage de forma defensiva.

Por: Poder360

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