Primeira bezerra Girolando com genética brasileira nasce na Nigéria
Nascimento da primeira bezerra Girolando na Nigéria, marca resultado concreto da abertura de mercado para exportação de genética bovina e sinaliza nova fase da pecuária leiteira no país africano
Nascimento da primeira bezerra Girolando na Nigéria, marca resultado concreto da abertura de mercado para exportação de genética bovina e sinaliza nova fase da pecuária leiteira no país africano A pecuária leiteira da Nigéria entrou oficialmente em uma nova etapa com o nascimento da primeira bezerra da raça Girolando gerada a partir de embriões brasileiros, resultado direto da abertura de mercado para exportação de genética bovina promovida pelo Brasil. O nascimento ocorreu no centro produtivo da Harmony Farms, no estado de Ogun, e é considerado um marco estratégico para o desenvolvimento da produção de leite no país africano. Mais do que um feito técnico isolado, o nascimento da bezerra representa um resultado concreto da política brasileira de expansão internacional do agronegócio, que passou a incluir a exportação de embriões bovinos e bubalinos, tanto in vivo quanto in vitro, como parte de sua estratégia de inserção global.
Abertura de mercado transforma genética em ativo de exportação Desde o início de 2025, o Brasil está oficialmente autorizado a exportar embriões bovinos e bubalinos para a Nigéria, conforme acordos sanitários firmados entre os dois países. A medida integra a política de abertura de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que busca ampliar a presença brasileira não apenas na exportação de alimentos, mas também de genética, biotecnologia e conhecimento agropecuário. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});O próprio material institucional que acompanha a iniciativa resume o movimento com uma mensagem direta: “Abertura de mercado gera oportunidades — e algumas delas já nascem em outros países.” A bezerra Girolando nascida em solo nigeriano se tornou, assim, a materialização prática dessa estratégia. Tecnologia brasileira aplicada ao clima africano O animal integra um programa estruturado de melhoramento genético conduzido pela Silagreen International Agro Development Limited, empresa nigeriana de biotecnologia agropecuária. O projeto utiliza tecnologia brasileira de transferência de embriões para acelerar a formação de rebanhos leiteiros mais produtivos e adaptados ao clima tropical. O diretor-executivo da Silagreen, Michael Akinruli, destacou que o nascimento representa um divisor de águas para o setor. “Estamos entrando em uma nova era da produtividade leiteira na Nigéria. Essa inovação tem potencial para fortalecer a renda dos produtores, gerar segurança econômica para famílias rurais e impulsionar comunidades agrícolas inteiras”, afirmou. A base genética escolhida foi o Girolando, raça desenvolvida no Brasil a partir do cruzamento entre Holandês (Holstein) e Gir Leiteiro, reconhecida mundialmente pela combinação entre alta produção de leite, tolerância ao calor e robustez sanitária — atributos considerados essenciais para sistemas produtivos em regiões tropicais como a Nigéria.
Segundo Akinruli, a tecnologia adotada permite acelerar um processo que, de forma convencional, levaria décadas. “Com a transferência de embriões, conseguimos construir rebanhos de elite em uma única geração, algo que antes exigia muito tempo, seleção gradual e altos investimentos”, explicou.
Potencial produtivo e impacto econômico De acordo com a Silagreen, os animais oriundos do programa apresentam potencial produtivo estimado entre 30 e 50 litros de leite por dia quando atingirem a maturidade, desempenho significativamente superior à média observada nos rebanhos locais. “Esse bezerro não é apenas um símbolo científico. Ele representa um ativo real para o futuro da pecuária leiteira nigeriana”, destacou Akinruli. “A raça Girolando reúne exatamente as características que o nosso país precisa para avançar em produtividade e eficiência.”
Além do ganho produtivo, a genética adaptada ao ambiente tropical tende a resultar em menores taxas de mortalidade, melhor sanidade do rebanho e redução dos custos veterinários, ampliando a sustentabilidade econômica dos sistemas leiteiros. Brasil e Nigéria: relação comercial em expansão O avanço da genética bovina brasileira na Nigéria ocorre em um contexto de forte relação comercial entre os dois países. Com mais de 223 milhões de habitantes, a Nigéria é uma das maiores economias da África e um mercado estratégico para o agronegócio brasileiro. Somente em 2025, o país africano importou mais de US$ 774 milhões em produtos agropecuários brasileiros, o que evidencia a relevância do Brasil como fornecedor e reforça o potencial de expansão para produtos de maior valor agregado, como genética animal. Nesse cenário, a exportação de embriões representa um novo patamar na relação bilateral, ao levar não apenas alimentos, mas capacidade produtiva e tecnologia para dentro do território nigeriano.
Expansão do programa e novos nascimentos até 2026 O nascimento da primeira bezerra marca apenas a fase inicial do projeto. Segundo a Silagreen, outros bezerros gerados por transferência de embriões já são esperados até março de 2026, formando um núcleo planejado de animais de alto valor genético. A empresa informou que já iniciou articulações com produtores rurais, governos estaduais, órgãos federais e instituições financeiras para viabilizar a ampliação do programa em escala nacional.
“Escalar esse sucesso exige colaboração. Estamos dialogando com diferentes esferas do poder público e com o setor financeiro para criar modelos de financiamento, políticas de apoio e marcos regulatórios que permitam a adoção ampla dessa tecnologia”, explicou Akinruli. Primeira bezerra Girolando nasce na Nigéria: Segurança alimentar e redução da dependência externa O presidente do conselho da Silagreen, Dr. Amos Ayodele, ressaltou que a iniciativa está alinhada aos objetivos nacionais de segurança alimentar, substituição de importações e diversificação econômica. “As importações de leite continuam drenando recursos importantes do país. Esse programa oferece um caminho claro, baseado em ciência e tecnologia, para aumentar a produção local e reduzir essa dependência externa”, afirmou. Segundo Ayodele, além do impacto direto na produção, o projeto deve estimular a geração de empregos ao longo de toda a cadeia do leite, promover transferência de tecnologia e contribuir para a formação de mão de obra qualificada em biotecnologia agropecuária. Brasil consolida protagonismo em genética Girolando
Por: Redação
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