O engenheiro Harro Burmann assumiu a presidência da Tupy nessa segunda-feira (1º). Em primeira declaração à frente da gigante metalúrgica de Joinville, o executivo falou sobre as prioridades para os primeiros 100 dias de sua gestão. Harro ainda afirmou que sua chegada à companhia catarinense representa uma “aceleração para a execução de estratégias”.
— A minha chegada não significa ruptura. A minha chegada, eu gosto de dizer, é para uma aceleração. A Tupy tem um plano a ser cumprido de 2026 a 2030. E a gente vem com essa bagagem de execução — apontou.
O engenheiro mecânico falou diretamente com acionistas, clientes e parceiros no podcast Tupy3 Comenta, gravado e publicado em seu primeiro dia na companhia.
— É uma honra estar na Tupy. Eu sempre digo que quando a gente se identifica com as companhias, o teu sobrenome é o da companhia. Por 25 anos eu fui o Harro da Dana. E depois fui o Harro da EAS (Estaleiro Atlântico Sul). Eu tava agora sendo o Harro da Hidrovias. E, mais uma vez, troco de sobrenome. E esse é o compromisso que a gente inicia. E eu trago comigo uma alegria muito grande de estar aqui — afirma.
Em conversa com o gerente de RI da Tupy, Hugo Zierth, Harro Burmann revelou uma agenda focada em estuda ativa, reconhecimento operacional e alinhamento estratégico para os 100 primeiros dias de sua gestão. A estratégia está dividida em pilares principais:
Conexão com a base e as fábricas: o primeiro objetivo é visitar as unidades da Tupy para conhecer as fábricas e as pessoas. Harro pretende ouvir os funcionários para entender o “estado atual” da operação.
— Eu sempre digo que tem um estado atual, não questiono se ele é bom ou ruim, mas existe um estado atual. Então, é bom ir nas fábricas e ouvir para começar a pensar em qual o “estado futuro”. Mas eu digo um “futuro 1”, aquele ajuste que a gente vai fazer para esse “estado atual” ser um pouquinho melhor — detalha o presidente.
Engajamento e comunicação: uma meta central é garantir que todos os 17 mil funcionários conheçam e compreendam o plano estratégico da companhia. O executivo vai buscar comunicar claramente as frentes de crescimento da companhia para que cada pessoa entenda como seu trabalho contribui para os avanços.
— A gente tem um plano que define os nossos próximos cinco anos. Mas como a gente engaja essas 17 mil pessoas no nosso plano? Será que todo mundo conhece o nosso plano? É interessante isso estar bem claro, então a gente primeiro ouve, depois comunica — afirma.
Conhecer as lideranças: Harro pretende ouvir os líderes para identificar e remover os entraves que impedem a companhia de atingir a excelência ou que dificultam a solução de problemas na base operacional.
Proximidade com o cliente: o presidente também planeja retomar o hábito de visitar e ouvir os clientes. O objetivo é entender suas aspirações e histórias, buscando ser um parceiro que agrega valor e encontra soluções conjuntas para as necessidades do mercado.
Harro ainda utilizará esse período inicial para identificar gargalos e restrições, além de garantir que a alocação de recursos seja direcionada para projetos que tragam retorno e melhorem a qualidade ou as condições de trabalho.
— A restrição hoje está no mercado. Porque o mercado está menor do que a nossa capacidade. Então, temos que entender essa restrição e o que vamos fazer para nos ajustar a essa realidade — pontua.
O novo diretor‑presidente da Tupy foi anunciado no dia 4 de maio deste ano. Nascido em Porto Alegre, Harro Ricardo Schlorke Burmann é graduado em engenharia mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O engenheiro tem 35 anos de experiência e foi aprovado pelo Conselho de Administração após um processo de caça-talentos realizado pela consultoria internacional Heidrick & Struggles.
Antes de chegar à gigante da metalurgia, o engenheiro já tinha trabalhado em outras empresas notáveis, uma delas, líder mundial em sistemas de transmissão automotiva, ou seja, de peças para carros.
Ele foi presidente regional e vice-presidente global de Operações do Grupo Dana, empresa líder mundial em sistemas de transmissão automotiva; presidente do Estaleiro Atlântico Sul; e, mais recentemente, COO da Hidrovias do Brasil.





