O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou, nesta terça-feira (2), um comunicado manifestando “indignação” com a recomendação do escritório de representação comercial dos Estados Unidos (USTR) de impor novas tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil. Em nota, o Palácio do Planalto ainda culpa a família Bolsonaro por uma “tentativa de ingerência” em temas internos por parte dos americanos.
O governo também cita o encontro do senador e pré-candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com Donald Trump em Washington. “Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais”, disse o governo.
“É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o Governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares”, emendou o comunicado do governo.
A nota também destaca como “injustificável” as medidas dos Estados Unidos contra o Pix, como mencionado explicitamente pela USTR. O governo afirma que as estatísticas da Casa Branca revelam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio dos americanos com o Brasil nos últimos 15 anos. Somente no ano passado, o superávit totalizou US$ 14,46 bilhões, e 76% das importações dos EUA entraram no Brasil sem imposto.
“O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial. No primeiro trimestre de 2026, a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica ao somar 9,4%”, destacou.





