O edifício residencial onde mora Joseph Kahn, editor-executivo do NY Times, foi alvo de vandalismo na madrugada de 6ª feira (29.ago.2025). Tinta vermelha foi derramada na fachada e nas escadarias do prédio em Greenwich Village, em Manhattan, acompanhada da mensagem “Joe Kahn Lies, Gaza Dies” (Joe Kahn mente, Gaza morre).
O ataque se dá depois de uma série de manifestações contra o NY Times, acusado por ativistas de viés pró-Israel na cobertura da guerra em Gaza. O jornal tem sido criticado tanto por ativistas pró-Palestina, que dizem que o Times minimiza as mortes civis, quanto por autoridades israelenses, que acusam a publicação de difundir informações imprecisas.
Em julho, a própria sede do jornal em Midtown também foi alvo de vandalismo com tinta vermelha. Antes, em novembro de 2023, manifestantes ocuparam o lobby do prédio principal do jornal, exigindo cessar-fogo. Durante o ato, leram os nomes de palestinos mortos e distribuíram cópias de um jornal satírico intitulado The New York War Crimes. As informações são da CNN.
Depois do ataque de 6ª feira (29.ago), um porta-voz do NY Times afirmou que discordar da cobertura é legítimo, mas “vandalismo e ataques a indivíduos e suas famílias cruzam a linha”. Disse ainda que a empresa está colaborando com as autoridades para identificar os responsáveis.
Segundo o New York Post, o prédio atacado é um condomínio de luxo em estilo Beaux-Arts na Fifth Avenue. O edifício já foi lar de personalidades como a atriz Julia Roberts e o ator Marlon Brando, além de outros nomes conhecidos da cena cultural nova-iorquina.
A cobertura jornalística da guerra entre Israel e Hamas na Faixa Gaza já causou atritos internos no jornal. A chefia do veículo de mídia teme que o posicionamento pessoal de repórteres em relação ao conflito afete a neutralidade do conteúdo entregue aos leitores.
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 matou 1.219 pessoas em Israel, a maioria civis, e resultou em 251 reféns, segundo dados israelenses. A ofensiva israelense já deixou mais de 62.000 mortos em Gaza, segundo o ministério da Saúde do enclave, número considerado confiável pela ONU (Organização das Nações Unidas).