Na primeira quinzena de abril, frutas como abacaxi, banana, manga, melancia e uva apresentaram elevação nos preços em Minas Gerais. A análise é da Subsecretaria de Política e Economia Agropecuária, com base no monitoramento das oscilações de valores no entreposto da Ceasaminas, em Contagem.
Segundo a análise, a valorização foi impulsionada, principalmente, pela redução da oferta no mercado.
A uva Itália registrou a maior alta, com o preço do quilo passando de R$ 13,00 para R$ 14,69, aumento de 13,0%. A melancia redonda graúda subiu de R$ 2,87 para R$ 3,00 por quilo (+4,7%), reflexo da menor disponibilidade no mercado nacional.
O abacaxi pérola graúdo teve alta de 4,0%, com a dúzia passando de R$ 83,33 para R$ 86,67. Já a banana prata apresentou aumento de 1,8%, influenciado pelo menor volume ofertado, cenário que deve persistir até o segundo semestre.
A manga Tommy extra teve variação positiva discreta de 0,1% na média semanal. Apesar da estabilidade, foram registradas oscilações diárias de até 12,6% no início do período.
A maçã Gala apresentou a queda mais expressiva, de 13,3%, atribuída ao baixo consumo e à dificuldade de escoamento dos estoques elevados. O mamão formosa recuou 5,3%, com o preço passando de R$ 3,61/kg para R$ 3,33/kg a partir de 10 de abril, mantendo-se estável nesse patamar.
O coco verde registrou queda de 3,8% na média semanal, com preços variando entre R$ 4,50 e R$ 4,00 por unidade. Já o limão tahiti extra teve redução de 1,5%, com destaque para uma queda pontual de 20,0% no dia 15 de abril, quando o quilo passou de R$ 2,50 para R$ 2,00.
A laranja pera extra, também conhecida como Pera Rio, foi a única a manter estabilidade no período (0,0%), com preço médio de R$ 2,40/kg. Apesar de oscilações diárias, alta de 4,2% em 10 de abril e queda de 4,0% em 15 de abril, os valores retornaram ao patamar inicial.
De acordo com o boletim, a alta da banana decorre da menor oferta, com expectativa de recuperação apenas no segundo semestre. A melancia acumula a segunda semana consecutiva de valorização, também devido à restrição de oferta.
Por outro lado, coco, limão, maçã e mamão registraram queda nos preços. No caso da maçã, a desvalorização está ligada ao baixo consumo e à dificuldade do mercado em absorver os estoques elevados.
Fatores como clima, oferta e demanda seguem como os principais determinantes das oscilações de preços. No período analisado, predominou a variação, enquanto apenas a laranja manteve estabilidade no valor médio.





