• Quinta-feira, 3 de abril de 2025

PGR pede ao STF prisão preventiva de Léo Índio, réu por tentar golpe

Sobrinho de Bolsonaro está na Argentina e pediu refúgio no país depois de ter passaporte cancelado como medida cautelar.

A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta 3ª feira (1º.abr.2025) a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. O sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por tentativa de golpe de Estado de 2022. Ele participou dos atos extremistas do 8 de Janeiro.

Apesar de ter tido o passaporte cancelado como medida cautelar, Léo Índio afirmou em entrevista à rádio Massa FM que estava na Argentina há mais de 20 dias com um documento provisório. A informação foi confirmada pela defesa do réu depois de intimação do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Léo Índio descumpriu a medida cautelar, que era uma alternativa à prisão. Afirmou que só a retenção do passaporte se mostrou insuficiente para impedir a fuga do réu e, por isso, pediu a prisão preventiva. Leia a íntegra da manifestação (PDF – 615 kB).

“Ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal. A transgressão de tal medida por Leonardo Rodrigues de Jesus, além de injustificada, é causa hábil a autorizar o estabelecimento de sua custódia preventiva”, afirmou Gonet.

Mais cedo, a PF (Polícia Federal) havia reforçado o pedido ao Supremo para destruir o passaporte de Léo Índio. A corporação afirma que, apesar de pedido feito em outubro de 2024, o documento constava só como “cancelado” no sistema.

Réu por participação nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília, Léo Índio está na Argentina.

A advogada do réu enviou ao Supremo um documento das autoridades migratórias segundo o qual Léo Índio tem permissão para permanecer até 4 de junho no país. Ele também tem permissão para trabalhar, estudar e usar os serviços públicos de saúde argentinos.

Moraes, relator do caso no STF, havia intimado a defesa a prestar esclarecimentos, depois de uma rádio do interior paranaense veicular um vídeo em que Léo Índio diz estar no país vizinho por ter medo de ser preso. 

Segundo a denúncia da PGR, o próprio Léo Índio publicou imagens em suas redes sociais durante a invasão dos prédios públicos no 8 de Janeiro.

Em uma das publicações, ele aparece sobre o prédio principal do Congresso Nacional, onde ficam as cúpulas do edifício. Em outra, surge perto da sede do STF. Para a PGR, isso prova a participação dele na invasão e depredação dos edifícios. 

Por: Poder360

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