A Polícia Federal entrega nesta quinta-feira (23) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o relatório final da investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Mourão morreu em março, após se enforcar em uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, onde estava preso por ordem do próprio Mendonça. Ele havia sido detido no âmbito das investigações que apuram a atuação de um grupo suspeito de monitorar adversários e planejar ações violentas a mando de Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, Mourão desempenhava papel central no esquema, sendo responsável pela obtenção de informações sigilosas, vigilância de alvos e pela chamada “neutralização de situações sensíveis aos interesses do grupo investigado”. As apurações indicam que ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês.
Mensagens analisadas pela investigação mostram conversas entre Mourão e Vorcaro sobre o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que publicou reportagens críticas ao banqueiro. Em uma das trocas, há menção ao monitoramento do jornalista; em outra, a sugestão de agressão em um suposto assalto.
A investigação apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça.
O relatório será analisado por Mendonça, relator do caso no STF, que deve decidir os próximos passos da apuração.





