Problema de saúde pública
Segundo a ministra Luciana Santos, os investimentos são uma resposta do Estado para um problema de saúde pública.“O que não é pesquisado não é compreendido. O que não é compreendido não é tratado”, disse a CEO do Instituto Alana, Flavia Doria. O diagnóstico precoce da endometriose permite um melhor tratamento médico, promove a redução das dores e evita o agravamento da doença. “Quanto mais tarde essa dor é tratada, maior o preço. O corpo aprende a sentir essa dor. Com o tempo, os mecanismos de inflamação se acumulam. O que não foi cuidado na adolescência podem se tornar dores crônicas na vida adulta”, alerta a CEO do Instituto Alana.“Demonstram o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras.”
Atendimento do SUS
Conforme o portal do Ministério da Saúde, a endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de estroma e glândulas endometriais (partes do tecido que reveste o útero internamente) fora da cavidade uterina. Esse deslocamento do tecido pode provocar uma reação inflamatória crônica, com taxa de prevalência estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, presente no anúncio, avalia que há pouca visibilidade das doenças que afligem às mulheres. Ele tem a expectativa que as pesquisas que serão feitas permitirão “construir uma política pública robusta” e melhorar o atendimento às mulheres no Sistema único de Saúde (SUS).Relacionadas“É fundamental avaliar a qualidade do que está sendo entregue e desenvolver novas tecnologias”, defendeu o ministro.
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