Mais de 1,2 milhão de fiéis ocuparam as ruas de Madri, na Espanha, neste domingo (7) para acompanhar a missa celebrada pelo papa Leão XIV.
Ao público, o pontífice pediu a renovação da fé católica, que, segundo ele, não precisa ser um "museu do passado". "Eis aqui uma recomendação para a Espanha de hoje e de amanhã: que a religiosidade que há séculos anima este país não seja um museu do passado a visitar, mas uma escola de fé da qual também beber hoje", metaforizou.
Leão XIV é o primeiro papa a visitar a Espanha desde 2011. Ele ficará sete dias no país europeu, tradicional reduto do catolicismo na Europa, continente em que a Igreja tem enfrentado dificuldades para manter o número de fiéis.
Na década de 1970, 90% dos espanhóis se identificavam como católicos. Agora, esse número caiu drasticamente para 56,1%, segundo um levantamento publicado em maio de 2025 pelo Centro de Pesquisas Sociológicas da Espanha.
O papa Leão XIV foi recebido pelo rei Felipe VI e pela rainha Letizia no último sábado (6), no Palácio Real de Madri. Neste domingo, a família real acompanhou a cerimônia.
Após a celebração, o pontífice liderou a procissão de Corpus Christi, cujo percurso foi enfeitado com mais de 30 mil cravos.
Neste domingo, o papa Leão XIV ainda deve se encontrar com personalidades do esporte, da cultura e da economia espanhola.
No sábado, meio milhão de pessoas, especialmente jovens, reuniu-se em áreas vizinhas ao Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, para uma vigília de oração ao lado do pontífice, que pediu que a juventude seja uma "faísca de uma nova humanidade" diante da "violência da guerra e da mentira".
Antes, no Palácio Real, o papa fez um apelo pelo fim das "narrativas divisivas e polarizadoras" e das "simplificações estéreis".
Durante o voo para Madri, Leão XIV também falou sobre um episódio que classificou como uma "ferida ainda aberta" da Igreja Católica: os casos e relatos de abusos sexuais.
Na terça-feira (9), o pontífice seguirá para Barcelona, onde celebrará, na quarta-feira, uma missa na Sagrada Família.
A visita será encerrada na sexta-feira (12), nas Ilhas Canárias, arquipélago que é a principal porta de entrada de migrantes irregulares na Espanha.





