Amigas e amigos do Agro!
A indefinição sobre o funcionamento normal do Estreito de Ormuz pode ter reflexo na redução da área de plantio em vários países com boa produção agrícola. O trigo está na mira da inflação!
Os altos preços que podem colocar em choque os valores de comercialização após a colheita, deixam os produtores na encruzilhada sem saber o caminho a seguir.
Se os fertilizantes nitrogenados disparam os preços, os fosfatados apresentam , no momento, um cenário mais complexo, segundo estudo da consultoria StoneX.
Há uma expectativa sobre a logística dos nitrogenados com o funcionamento parcial de algumas rotas no Estreito de Ormuz.
Entretanto, a oferta global de fosfatados é restrita porque há também a questão parcial do escoamento no Oriente Médio, a redução industrial no Marrocos e as exportações chinesas e russas que foram também reduzidas, no sentido de proteger a agricultura local até que haja um acordo de paz.
Diante desse mercado imprevisível, a ameaça da redução de áreas de plantio existe. O arroz e o milho no Brasil; trigo na Argentina e Estados Unidos e em menor quantidade aqui o Brasil.
No Rio Grande do Sul, que produz 70% do arroz brasileiro, produtores ainda convivem com o baixo preço do grão e com dívidas impagáveis nos bancos.
O milho, conforme já dissemos anteriormente, é financeiramente inviável plantar na próxima safra.
Evidente que um bom número de grandes produtores compraram fertilizantes e fosfatados bem antes da guerra começar e mesmo assim vai ser difícil a conta fechar.
Ainda falando do trigo, o Brasil que não produz o necessário para o consumo interno, deve produzir 16% menos que ano passado.
Paraná e Rio Grande do Sul, maiores produtores de trigo do Brasil, tiveram aumento de 4,5% e 6,6% respectivamente em abril.
Novos aumentos do pão e do macarrão estão chegando para o consumidor.
Itatiaia Agro
Valdir Barbosa





