• Segunda-feira, 30 de março de 2026

Pacote de bondades de Lula soma R$ 403,2 bi em ano eleitoral

Medidas incluem ações voltadas à população mais pobre e facilitar o acesso da classe média ao crédito.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preparou um pacote de medidas que já soma ao menos R$ 403,2 bilhões em gastos com programas sociais em 2026 –ano em que tentará a reeleição. O petista se concentra nessas medidas para melhorar a popularidade.

As ações miram a população mais pobre, a classe média e o setor empresarial. Lula resgatou programas sociais que foram marcas dos 2 primeiros mandatos, a exemplo do Bolsa Família (R$ 158,6 bilhões) e do Farmácia Popular (R$ 6 bilhões). Também aposta no Gás do Povo, que tem R$ 4,7 bilhões reservados no Orçamento de 2026.

A classe média tem estímulos em programas como o Minha Casa, Minha Vida e Reforma Casa Brasil, voltados à aquisição da casa própria e a melhorias habitacionais, respectivamente.

Os empresários também são contemplados com acesso ao crédito em ações como a Nova Indústria Brasil e o Brasil Soberano, que apoia exportadores brasileiros afetados pelo tarifaço dos EUA em 2025.

Leia o infográfico abaixo:

Principais ações e beneficiários

Entretanto, a estratégia de criar e reeditar programas sociais já não têm o impacto esperado na popularidade.

Uma das principais medidas foi a lei que ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais e criou uma faixa de desconto de R$ 5.000,01 a R$ 7.350. A mudança começou a valer em fevereiro. Era o carro-chefe de Lula para alavancar a popularidade e o governo intensificou a propaganda.

Aproximadamente 16 milhões de brasileiros foram contemplados com a medida. Dois meses se passaram e ainda não teve o efeito eleitoral esperado. 

O governo também investiu na divulgação de outras ações. Em 23 de março, houve o envio de mensagens por WhatsApp para 8 milhões de brasileiros que são beneficiários do programa Gás do Povo.

Lula e o governo seguem patinando na tentativa de melhorar a imagem. Em 25 de março, o PoderData mostrou que a taxa dos que desaprovam o petista subiu para 61% –maior patamar desde março de 2024. É um dado alarmante para quem tenta a reeleição. 

Já o trabalho do presidente é considerado “ruim” ou “péssimo” por metade dos eleitores (51%). A alta é de 7 pontos percentuais ante o registrado na última pesquisa (44%), feita em janeiro de 2026.

Dentro do PT, há um reconhecimento da dificuldade que o governo tem em comunicar realizações consideradas positivas. A avaliação é que parte disso se explica pela polarização.

O senador fluminense Flávio Bolsonaro é o pré-candidato do PL à Presidência e ocupa o espaço da direita. Pesquisas sinalizam empate técnico entre os 2 em cenário de 2º turno.

Estancar os danos causados até aqui é o grande desafio que se apresenta à campanha de Lula.

Por: Poder360

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