• Segunda-feira, 30 de março de 2026

Itaú estima inflação de 4,5% em 2026 após guerra no Oriente Médio

Percentual corresponde ao teto da meta; banco aumentou projeção para a Selic de 12,25% para 13% ao ano.

O Itaú BBA aumentou de 3,8% para 4,5% a estimativa para a taxa anual do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O percentual é equivalente ao teto da meta (3%), que permite uma tolerância de até 1,5 ponto percentual.

O banco disse que o índice de preços será pressionado com o aumento de combustíveis diante de “um preço de equilíbrio do petróleo mais alto”. Citou também preocupação com a maior “inércia inflacionária e preços de fertilizantes em 2027”.

O banco também aumentou de 12,25% para 13% a projeção para a taxa básica, a Selic, depois do início da guerra no Oriente Médio, que impactou preços de commodities, em especial o petróleo. Segundo o Itaú, os conflitos impactam a inflação e podem desacelerar a economia. Eis a íntegra do relatório (PDF – 2 MB).

O banco não mudou as estimativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), atualmente em +1,9% em 2026 e +1,7% em 2027. Disse, porém, que a desaceleração da economia global tem sido compensada pelo efeito positivo da elevação do preço do petróleo e pela incorporação de um cenário mais positivo para o crédito habitacional.

“O viés de alta que havia para 2026 diminuiu diante de uma eventual desaceleração global mais intensa resultante do conflito. No mercado de trabalho, também preservamos nossas estimativas para a taxa de desemprego em 5,7% em 2026 e 6,0% em 2027”, disse o Itaú.

O ambiente mais incerto incentivou o Itaú a mudar a estimativa de deficit nas transações correntes do setor externo de R$ 66 bilhões para R$ 70 bilhões.

O documento diz que o real tem se mostrado resiliente. O Itaú manteve em R$ 5,40 em 2026 e R$ 5,60 em 2027 as projeções para a taxa de câmbio.

O Itaú melhorou as projeções para o resultado primário do governo central. Disse que a arrecadação vinculada ao petróleo possibilitará o aumento da arrecadação. As estimativas para o deficit primário de 2026 saíram de -0,8% do PIB para -0,5% do PIB.

O deficit estimado pelo Itaú para 2027 caiu de 0,9% do PIB para 0,6% do PIB.

Por: Poder360

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