Ex-presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) se filiou na noite desta 4ª feira (1º.abr.2026) ao PSB. O ato foi realizado na sede nacional do partido, em Brasília.
O senador deixa o PSD para disputar o governo de Minas Gerais e abrir um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º maior colégio eleitoral do país.
Durante o discurso, Pacheco fez críticas ao governo de Romeu Zema (Novo) em Minas. Ele defendeu uma “reconstrução” no Estado.
“O PSB estará participando dessa discussão para encontrarmos para Minas Gerais um caminho diferente do atual. Um caminho que seja de progresso, de desenvolvimento, de reconstrução, de valorização de servidores, de busca de rompimento dessa lógica do sucateamento da máquina pública como existe hoje no Estado de Minas Gerais. Esse compromisso político, o PSB tem obrigação de ter”, declarou Pacheco na solenidade.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, também compareceram ao evento. Eis outros nomes que acompanharam a filiação de Pacheco:
A filiação ao PSB foi feita depois de semanas de tratativas. Na 4ª feira (25.mar), Pacheco jantou com João Campos em Brasília. Esse encontro fez parte de um movimento do dirigente partidário para filiar o senador à sigla. Não houve definição sobre o ingresso do senador na legenda naquele momento.
Pacheco demorou a bater o martelo porque estava à espera de uma possível contrapartida do MDB e do União Brasil, com quem também mantinha conversas. A janela partidária –período em que se pode trocar de partido sem sofrer punições– se encerra na 6ª feira (3.abr).
Um dos requisitos de Pacheco era o partido estar ao menos neutro na eleição presidencial e liberar a tomada de decisão no diretório estadual. Isso porque a chapa petista no Estado ainda está em aberto e a articulação com siglas de Centro poderiam complicar o palanque.





