• Quinta-feira, 12 de março de 2026

Operação ‘Boi Fantasma’ mira esquema de corrupção e fraude em registros de gado

Investigação do Gaeco no Paraná revela inserção de dados falsos em sistemas de defesa sanitária para criação de rebanhos fictícios e lucro ilegal; servidora e empresa de leilões são alvos da Operação 'Boi Fantasma'

Investigação do Gaeco no Paraná revela inserção de dados falsos em sistemas de defesa sanitária para criação de rebanhos fictícios e lucro ilegal; servidora e empresa de leilões são alvos da Operação ‘Boi Fantasma’A Operação ‘Boi Fantasma’, conduzida pelo Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpre mandados de busca e apreensão nos municípios de Jaguariaíva e Ibaiti. O objetivo é desmantelar um esquema de corrupção ativa e passiva, além de falsidade ideológica, que utilizava o sistema oficial de defesa sanitária para criar rebanhos que existiam apenas no papel.
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    Entenda o esquema revelado pela Operação ‘Boi Fantasma’ no Paraná As investigações que deram origem à Operação ‘Boi Fantasma’ tiveram início em julho de 2024, após a própria Agência de Defesa Sanitária do Paraná (Adapar) identificar inconsistências e encaminhar um relatório ao Ministério Público. O foco central das suspeitas recai sobre uma servidora da Prefeitura de Jaguariaíva que, enquanto atuava cedida à Adapar, teria facilitado o registro fraudulento de bovinos. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Segundo o promotor de Justiça Antônio Juliano Albanez, o “modus operandi” envolvia uma parceria escusa entre a servidora e uma empresa de leilões. O esquema consistia em:
  • Cadastramento fictício: Registro de novos animais em rebanhos sem qualquer comprovação documental.
  • Emissão de GTAs: Expedição imediata de Guias de Trânsito Animal para dar aparência de legalidade ao gado inexistente.
  • Territorialidade burlada: Inserção de dados para criadores localizados fora da área de atribuição da unidade.
  • O resultado era a criação de ativos financeiros baseados em “animais de papel”, cujo único propósito era a geração de lucro ilegal para os envolvidos. Falsificação de dados e prisões em flagrante Durante as diligências da Operação ‘Boi Fantasma’, o Gaeco encontrou evidências robustas de que a servidora pública recebia vantagens indevidas para operar no interesse de pecuaristas e da leiloeira investigada. Os mandados foram executados na residência da ex-servidora e na sede da empresa de leilões. Um desdobramento inesperado ocorreu durante as buscas: um dos investigados foi preso em flagrante por posse irregular de armas e munições. Embora os nomes dos envolvidos sejam mantidos sob sigilo judicial, a operação busca agora rastrear quem foram os produtores beneficiados pelo “esquentamento” desses animais fictícios. Próximos passos da Operação ‘Boi Fantasma’ e posicionamento oficial A Adapar manifestou-se por meio de nota, esclarecendo que a servidora citada no inquérito já não exerce atividades na agência. O órgão ressaltou que, até o momento, não foi notificado formalmente sobre os detalhes da Operação ‘Boi Fantasma’, mas que adotará medidas administrativas rigorosas assim que tiver acesso aos autos. Para o setor produtivo, a operação serve como um alerta sobre a segurança dos sistemas de controle sanitário. O MPPR agora trabalha na análise dos materiais apreendidos para identificar a extensão do prejuízo causado à fidedignidade do rebanho paranaense. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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