Amado ou odiado por muitos, Fernando Diniz foi apresentado oficialmente como novo técnico do Corinthians. Ao ser questionado sobre as críticas, ele foi direto ao comentar sobre a repercussão em torno de seus trabalhos anteriores. Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (7), no Parque São Jorge, em São Paulo, o comandante destacou que lida bem com a “lupa” que se coloca sobre os times que treina.
“Eu acredito que sim, pela repercussão, pelas perguntas. Eu, que convivo comigo mesmo, é sempre uma coisa simples. Eu procuro fazer o que considero o melhor para os jogadores e para o torcedor. Seja um time solidário, corajoso, sempre tenha fome de vencer”, iniciou.
O treinador destacou que trabalha para evoluir como profissional.
“A parte tática vai ser desenvolvida, não tem parada para a parte tática. A parte tática ninguém sabe o suficiente, sempre tem coisa a aprender. Ao longo da minha carreira eu vou evoluindo sempre. Eu trabalho muito, eu vejo muito vídeo, fico muitas horas no campo. Eu gosto de trabalhar nos bastidores com os jogadores”, disse.
Apesar de entender o tamanho da pressão de assumir trabalhos em grandes clubes, Fernando Diniz não soube explicar o por que que isso ocorre.
“A lupa eu não sei explicar o porquê, sei que acontece, não sei explicar. Talvez por acharem que é uma coisa diferente, porque sai jogando, porque aproxima de jogador, pelo meu comportamento na beira do campo, por conta da minha formação. Não me incomoda. Eu vou lidando cada vez melhor. Meu objetivo, essencialmente, não muda”, afirmou.
O novo treinador do Timão ainda destacou que a essência de seu trabalho é buscar desenvolver o talento do jogador. Além disso, ainda destacou que tem buscado lidar cada vez melhor com a pressão.
“É procurar capturar a atenção do jogador. Fazer o melhor para o jogador, vocês sabem disso. O meu discurso a todo momento é que fui jogador de futebol para aprender a ser técnico. Então eu tenho uma conexão facilitada com o jogador. O jogador percebe que eu estou no futebol para ajudá-los a desenvolver, ter uma vida no futebol e ter conexão com o torcedor”, disse.
“Eu não saberia explicar o porque de tanta repercussão. Acontece e vamos lidando cada vez melhor com isso”, complicou.





