• Sábado, 21 de março de 2026

O Fim do “Boi Ladrão”: Identificação individual e descarte estratégico através da pesagem remota

boi ladrão está comendo seu lucro? Conheça como a pesagem remota de gado da Embrapa e tecnologias globais revolucionam o descarte estratégico na pecuária.

A era do “olhômetro” chegou ao fim. Descubra como a pesagem remota de gado está expondo a ineficiência biológica de animais que consomem lucro e ocupam espaço, transformando a gestão da fazenda em uma operação de alta performance baseada em dados reaisO lucro da pecuária de corte moderna não escorre apenas pelo preço da arroba, mas pelo ralo da ineficiência biológica. No centro desse gargalo está o “boi ladrão” — aquele animal que consome suplemento no cocho e ocupa espaço no pasto, mas entrega um Ganho Médio Diário (GMD) abaixo do custo de manutenção. Até pouco tempo, identificar esses indivíduos era um desafio logístico. No entanto, a ascensão da pesagem remota está aposentando o “olhômetro” e instaurando uma era de descarte estratégico baseado em métricas de precisão.
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    A Pesagem Remota Tropicalizada da Embrapa A grande revolução para o produtor brasileiro tem DNA nacional. A Embrapa Gado de Corte (MS), sob a liderança de pesquisadores como Mariana de Aragão Pereira e Alberto Bernardi, desenvolveu a “Balança de Passagem”. Diferente dos sistemas que exigem contenção, esta tecnologia utiliza energia solar para monitorar o rebanho em seu habitat natural. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Ao passar pelo equipamento — geralmente posicionado em corredores de acesso à água — o animal é identificado individualmente via brinco eletrônico (chip). A pesagem remota ocorre de forma automática, enviando os dados para a nuvem sem que um único funcionário precise manejar o gado. Segundo a Revista Pesquisa Fapesp, essa abordagem de “Pecuária 4.0” elimina o estresse do curral, que historicamente causa perdas de peso significativas e compromete a qualidade da carcaça. O Check-up Diário do Rebanho A matemática da rentabilidade, defendida por empresas líderes como Coimma, Intergado e Ponta Agro, é clara: o monitoramento contínuo permite calcular o “lucro cessante”. Quando um lote é pesado apenas no início e no fim do ciclo, o produtor carrega animais improdutivos por meses sem saber. Com a pesagem remota, o descarte estratégico torna-se cirúrgico. Se um animal apresenta estagnação de peso por três ou quatro dias consecutivos, o sistema dispara um alerta. Isso permite uma intervenção imediata — seja para tratar uma enfermidade subclínica ou para remover o animal do lote de elite, otimizando a oferta de pasto para quem realmente converte. O Contraste entre a Pesagem Remota na Austrália e no Brasil Embora a tecnologia de Walk-over-Weighing (WoW) seja um padrão global, os objetivos variam conforme a geografia. Na Austrália, o CSIRO utiliza sistemas como o DataMuster com foco em economia de mão de obra em propriedades colossais e desérticas, onde o manejo humano é inviável. Já no Brasil, o foco da pesagem remota é a eficiência por hectare. Em terras de alto valor, cada metro quadrado de pasto é um ativo valioso. As pesquisas da University of Nebraska-Lincoln (EUA) e os manuais técnicos da Gallagher (Nova Zelândia) corroboram que a integração da identificação eletrônica (EID) com a pesagem automática é o único caminho para reduzir o desperdício de suplementação e maximizar a eficiência biológica individual. Além do Peso, a Inteligência de Dados O futuro da engorda não admite mais a média do lote como indicador de sucesso. Publicações no Journal of Animal Science demonstram que a variabilidade individual dentro de um mesmo lote pode chegar a 40%. Sem a pesagem remota, o produtor subsidia o animal ineficiente com o lucro do animal produtivo. A adoção dessas plataformas digitais transforma o pecuarista em um gestor de ativos. O fim do “boi ladrão” não é apenas uma meta operacional; é o marco zero para uma pecuária sustentável, onde cada arroba produzida é fruto de uma decisão baseada em dados, e não em suposições. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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