O novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Odair Cunha, afirmou que analisará “com cautela” um eventual processo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso o assunto chegue para a análise da Corte de Contas.
“Eu não conheço o caso, não sei os fundamentos, não sei se há recurso público, enfim. Preciso analisar tudo com cautela e eu vou atuar de maneira calma, serena, observando os fatos”, afirmou Cunha.
A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia, após o Partido dos Trabalhadores (PT) acionar o TCU para pedir investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo um suposto pedido de dinheiro de Flávio para o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O pedido do PT foi motivado após reportagem do portal Intercept Brasil revelar que Flávio teria solicitado a Vorcaro R$ 134 milhões para financiar um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro também destacou que o TCU funciona de forma colegiada, ou seja, as decisões são tomadas em conjunto pelos ministros da Corte.
Segundo ele, sua atuação no tribunal será pautada pela fiscalização e pela defesa da correta aplicação dos recursos públicos.
“É preciso divulgar o papel do tribunal em parceria também com os sistemas de controle nos estados. É necessário atuar de maneira integrada com os órgãos de controle estaduais. Eu não acredito em saída isolada, acredito em saída cooperada entre os entes federados”, acrescentou.
Odair Cunha tomou posse nesta quarta-feira (20) como novo ministro do Tribunal de Contas da União. A cerimônia foi realizada no plenário da Corte, em Brasília, e reuniu autoridades dos Três Poderes.
Participaram da solenidade o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Congresso Nacional Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta.
Natural de Piedade (SP), Odair Cunha construiu sua trajetória política em Minas Gerais, estado pelo qual exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal.
Formado em Direito, ele acumula mais de duas décadas de atuação na política e na administração pública, com destaque para temas ligados à fiscalização, desenvolvimento econômico, mineração, energia e agricultura.





