• Sexta-feira, 4 de abril de 2025

Novo bombardeio russo na Ucrânia deixa 14 mortos

Na manhã desta sexta-feira (4/4), a defesa aérea ucraniana anunciou que havia destruído ou desviado 64 dos 78 drones kamikazes russos

Pelo menos 14 pessoas morreram, nesta sexta-feira (4/4), em um com mísseis que atingiu o centro da , na cidade de Kryvy Rih, informaram as autoridades locais. Nas últimas três noites, a região de Kharkiv (nordeste) também foi alvo de inúmeros ataques. Apenas na madrugada de 3 a 4 de abril, pelo menos cinco pessoas morreram e outras trinta ficaram feridas. “Doze pessoas morreram em Kryvy Rih. Duas delas são crianças”, informou no Telegram o governador regional de Dnipropetrovsk, Sergii Lisak. Segundo ele, o número de feridos ainda é incerto. Kryvy Rih, na região central de Dnipropetrovsk, está a 60 km da linha de frente, mas costuma ser atacada com drones e mísseis russos. Já durante a madrugada, o alvo foi a cidade de Kharkiv, atingida por vários ataques de drones. O governador militar da região, Oleg Syniehubov, afirma que essa foi a terceira noite seguida de uma ofensiva de grande escala na região. Os ataques, atribuídos a drones russos, causaram várias vítimas, além de incêndios em uma área de casas e escritórios. Na manhã desta sexta-feira (4/4), a defesa aérea ucraniana anunciou que havia destruído ou desviado 64 dos 78 drones kamikazes enviados pela Rússia. Sob o impacto desses ataques, que continuam diariamente, é difícil para os ucranianos acreditarem em negociações que levem a um cessar-fogo em breve, apesar dos anúncios de uma possível trégua feitos recentemente. No front, a diminuição das tensões está longe de ser visível. Somente em março, as autoridades ucranianas afirmam ter abatido mais de 4.000 drones russos sobre seu território. Resposta ucraniana Do lado russo, os ataques de drones ucranianos mataram pelo menos uma pessoa no vilarejo de Belaya Beriozka, na região fronteiriça de Bryansk, de acordo com o governador Alexander Bogomaz, que acusou Kiev de “ataques direcionados contra civis”. As hostilidades coincidem com a visita a Washington do enviado especial do Kremlin para investimentos e cooperação econômica, que tem o objetivo de melhorar as relações entre os dois países. Esses bombardeios acontecem no momento em que a administração do presidente americano, Donald Trump, pressiona por um fim rápido da guerra que já dura mais de três anos, mantendo diálogos tanto com a Rússia quanto com a Ucrânia. Porém, tanto Kiev como Moscou continuam se acusando de violação da frágil trégua negociada pelos Estados Unidos, antes mesmo desse cessar-fogo total entrar realmente em vigor. Confira mais informações no , parceiro do Metrópoles.
Por: Metrópoles

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