Uma pesquisa coordenada pela Ação da Cidadania com entregadores de aplicativos de comida em São Paulo e no Rio de Janeiro mostra que 56,4% deles trabalham mais de 9 horas diárias. Eis a íntegra (PDF – 32 MB).
Ainda segundo o levantamento da ONG, 13,5% dos entrevistados vivem em condições de restrição alimentar, de moderada a grave, um índice superior à média nacional de aproximadamente 9%.
“O trabalhador acaba aceitando essas condições mínimas pelo rápido retorno financeiro e por ser uma ocupação que transmite a sensação de liberdade profissional. No entanto, esse olhar a curto prazo é uma falsa sensação de liberdade, fazendo com que ele não enxergue que esse modelo de trabalho é mais uma falta de opção do que uma escolha”, disse Kiko Afonso, diretor-executivo da Ação da Cidadania.
A pesquisa, realizada com 1.700 entregadores de São Paulo e Rio de Janeiro em agosto de 2024, também mostrou que 9 em cada 10 entregadores têm essa atividade como ocupação principal. Mais de 41% já sofreram acidentes de trabalho.
Entregadores de aplicativo como iFood, Uber Flash e 99 Entrega realizaram uma greve nacional na 2ª feira (31.mar) e na 3ª feira (1º.abr), com o objetivo de pressionar as plataformas por melhores condições de trabalho.
Os entregadores pedem as seguintes mudanças: