• Sexta-feira, 24 de abril de 2026

‘Nenhum pré-candidato deve ter direito à presunção de inocência’, diz Caiado

Declaração ocorreu em entrevista exclusiva à Itatiaia, veiculada nesta sexta-feira (24)

O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou, em entrevista exclusiva à Itatiaia, veiculada nesta sexta-feira (24), que, nestas eleições, nenhum candidato ao Palácio do Planalto pode “sequer ter o direito à presunção de inocência”. “Presunção de inocência todo cidadão tem. Até que se prove o contrário, eu sou inocente. Ser candidato à presidência da República no Brasil neste momento, não se deve ter direito nem à presunção de inocência. Se tiver alguma coisa que o comprometa, meu amigo, você já tá vetado”, declarou.

“Não dá conta, não tem jeito. Para você poder enfrentar a crise no Congresso, enfrentar a crise no Supremo, se você botar um um um um presidente da República que está todo envolvido em problema, ele não vai governar. Ele, ao invés de pensar no povo brasileiro, vai pensar no problema dele. Ele vai tentar viver quatro anos para se salvar e não para governar o país”, acrescentou.

Negando ser um pré-candidato da dita “terceira via”, mas criticando a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Caiado ainda afirma que tem “história de vida na política nacional” e que todos os pré-candidatos, hoje, são apenas isso – pré-candidatos, sem denominações. “Então, a classificação que deve ser dada é de termos aí sim, pré-candidatos à presidência da República. Não é anulando o candidato. E, sim, dizendo: ‘Olha, todos são pré-candidatos. Quem é que tem mais conteúdo?’”, defendeu.

“Quem é que tem mais capacidade de se apresentar para governar o país numa situação de crise como essa que nós estamos vivendo no Brasil? Então, acho que essa rotulação, ela não cabe a ninguém. Não é demérito, mas todos nós devemos ser tratados como candidatos que vão se colocar em oposição ao governo atual”, pontuou.

O pessedista ainda criticou tanto o governo de Lula, quanto o de Jair Bolsonaro (PL), e disse que nenhum dos dois pólos atendeu ao eleitorado. “Você governa bem, você entrega, o povo fica satisfeito, porque você fez um governo de realizações, você não perde a eleição. Então a vacina contra o PT é administrar bem. O PL ganhou, não atendeu, decepcionou o eleitorado, o PT voltou. Então, o Brasil quer sair desse processo de polarização. A polarização empobrece o debate”, argumentou.

“A polarização tira a discussão dos pontos relevantes de violência, de saúde, de educação, logística, de programas sociais”, concluiu.

Por: ITATIAIA

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