Começou em 1º de maio o período estratégico para a consolidação da segurança sanitária em Minas Gerais. A etapa anual de Atualização de Rebanhos, coordenada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), convoca produtores rurais de todo o estado a declararem seus animais até o dia 30 de junho. A medida, estabelecida pela Portaria nº 2.227/2023, é obrigatória para todas as propriedades, independentemente do tamanho da criação.
O preenchimento dos dados dentro do prazo é o que mantém a regularidade da fazenda perante os órgãos de fiscalização. O produtor que descumprir o período estipulado ficará impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), inviabilizando qualquer movimentação ou comercialização legal de animais.
Embora os 24 milhões de bovinos representem uma fatia robusta da economia mineira, a atualização abrange uma diversidade expressiva de espécies. Devem ser declarados búfalos, equídeos (cavalos, asnos e mulas), ovinos, caprinos, suínos, aves, abelhas e até animais aquáticos. Atualmente, o IMA monitora cerca de 166 milhões de aves e mais de 2.400 cadastros de aquicultura.
De acordo com Izabella Hergot, gerente de defesa sanitária animal do IMA, essa abordagem integrada é o que permite ao órgão atuar de forma precisa na prevenção de zoonoses. "Os dados permitem ao IMA acompanhar a distribuição dos rebanhos e atuar de forma mais estratégica no controle de doenças", afirmou.
A atualização ganhou importância redobrada após Minas Gerais conquistar o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Com a suspensão da imunização obrigatória, o inventário preciso dos animais passou a ser a principal ferramenta de vigilância para garantir a segurança dos consumidores e a competitividade do agro mineiro no mercado externo.
Além do censo populacional das espécies, o produtor deve informar os registros de nascimentos e óbitos ocorridos desde o último ano e a vacinação contra a raiva — doença de alta letalidade que exige controle rigoroso por meio da imunização.
Para facilitar o processo, o IMA oferece duas modalidades de atendimento:
A meta do governo estadual é manter a transparência dos dados para sustentar o crescimento de um setor que, além da bovinocultura, possui forte relevância na suinocultura, avicultura e criação de pequenos ruminantes.





