• Sexta-feira, 29 de maio de 2026

“Milagres”: Mãe celebra alta de gêmeas prematuras após internação de 3 meses na UTI em SC

Celina e Cecília nasceram pesando menos de 1kg e passaram 94 dias na UTI Neonatal, em Itajaí

Os corredores do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, viraram festa para celebrar a alta das pequenas Celina e Cecília. As gêmeas nasceram de apenas 25 semanas e depois de três meses internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, receberam alta nessa quarta-feira (27).

Bastante emocionada, a mãe das meninas se despede da equipe e aproveita à oportunidade para agradecer o cuidado ao longo dos 94 dias em que as gêmeas estiveram no hospital.

Um post compartilhado por Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen (@hospitalmarieta)

— Essas meninas são milagres na minha vida, e eu tenho certeza que elas tocaram cada um de vocês. Eu sempre tive muita fé e acreditei que elas iriam sair saudáveis daqui, sem nenhuma sequela, e hoje estamos em posse de vitória — celebra.

De acordo com o hospital, as bebês nasceram prematuras extremas no dia 25 de fevereiro, com apenas 25 semanas de gestação. Cecília nasceu com 780 gramas e Celina com 815 gramas. A mãe, Anderlania, celebrou a trajetória de cuidados com as filhas.

— Obrigada pelo trabalho brilhante de cada um de vocês. Vocês cuidam como se fossem os seus filhos, e isso é o que mais me tocou — conclui.

O vídeo do momento foi compartilhado nas redes sociais e já ultrapassou a marca de 40 mil visualizações. A publicação recebeu uma enxurrada de comentários positivos, de pessoas emocionadas com a situação e parabenizando a família das pequenas.

Santa Catarina registrou 8.849 partos de bebês prematuros entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados da Secretária de Estado da Saúde (SES). O número representa 10,7% do total de 82.355 nascidos vivos registrados no Estado durante o período.

Em 2024, a taxa de partos prematuros registrada foi de 11% entre 93.788 nascidos vivos. A prematuridade é definida como o nascimento antes de 37 semanas de gestação e permanece, segundo a SES, entre os principais fatores relacionados à mortalidade neonatal e a possíveis impactos no desenvolvimento infantil.

Entre as principais causas da prematuridade estão intercorrências que acontecem durante a gravidez, como explica a médica pediatra Márcia de Menezes Bergamo.

— Patologias maternas que podem influenciar estão a pressão alta e a diabetes durante a gestação. Também algumas infecções que às vezes ocorrem durante a gestação, como infecção urinária, bastante comum, ou outras que as gestantes podem adquiri — diz.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, um a cada dez bebês nasce antes das 37 semanas, o que coloca o país entre os 10 com maior número de partos prematuros no mundo. Ainda conforme a pasta, todo ano são registrados em torno de 340 mil nascimentos prematuros no Brasil, o equivalente a seis casos a cada dez minutos.

Por: NSC Total

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