• Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Caso de meningite bacteriana em bebê ativa barreira sanitária em creche de SC

Secretaria de Saúde de Concórdia monitora sintomas em turmas de berçário e distribui antibióticos preventivos; bebê infectado apresenta melhora

Um bebê de três meses e 24 dias foi diagnosticado com meningite bacteriana em Concórdia, no Oeste catarinense. O caso foi confirmado pela secretaria Municipal de Saúde na terça-feira (26), após resultado de exame realizado no fim de semana.

A criança está internada no Hospital São Francisco desde o dia 22 de maio e, segundo o Município, apresenta melhora significativa e quadro clínico estável.

A bactéria identificada foi a Haemophilus influenzae não subtipada. Conforme a Vigilância Epidemiológica, os primeiros sintomas surgiram no dia 19 de maio, quando o bebê apresentou irritabilidade e recusa alimentar. Não houve registro de febre ou vômito.

Após a confirmação do caso, a Secretaria de Saúde iniciou os protocolos de monitoramento e prevenção. Professores e pais de crianças da mesma turma do CMEI Dr. Julio Cesar Ribeiro Neves receberam orientações, e os contatos próximos passaram a ser acompanhados.

Segundo a coordenadora da Unidade Sanitária Central, Eliani Mortari, até o momento nenhuma pessoa que teve contato com a criança apresentou sintomas.

— Faremos avaliação individual de 11 crianças, com idade entre 4 e 9 meses, além de quatro professoras. Estamos monitorando qualquer hipótese de sintomas neste grupo — afirmou.

Conforme o protocolo do Ministério da Saúde, todas as crianças menores de dois anos que tiveram contato próximo com o bebê recebem medicação profilática preventiva, mesmo sem sintomas.

A Secretaria de Saúde informou ainda que tanto a criança diagnosticada quanto os demais alunos expostos estão com a vacinação contra meningite em dia. O bebê havia recebido a primeira dose da vacina e tomaria a segunda aos quatro meses.

A meningite bacteriana é uma infecção grave que atinge as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A transmissão ocorre principalmente por secreções respiratórias, como saliva, tosse, espirro e fala.

A origem da infecção ainda não foi identificada. Segundo a Secretaria, a principal forma de prevenção continua sendo a vacinação.

Por: NSC Total

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