• Sábado, 30 de maio de 2026

Mato Grosso mira revolução no campo com tecnologia de ponta para transformar cacau em nova força da agricultura familiar - EMPAER - Site

Grupo técnico da Empaer visita centro de pesquisa da MARS, conhece clones de alta produtividade e tecnologias inovadoras para estruturar cadeia sustentável do cacau em Mato Grosso

Com foco na diversificação da produção agrícola e na geração de novas oportunidades de renda no campo, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) iniciou uma articulação estratégica para fortalecer a cadeia produtiva do cacau no estado.

Entre os dias 25 e 27 de maio, um grupo técnico formado pela Empaer, pelo Parque Tecnológico de Mato Grosso, pela UNEMAT e pela SEDEC visitou o Centro de Ciência do Cacau (MCCS), da MARS Incorporated, em Barro Preto (BA), uma das maiores referências mundiais em pesquisa, inovação genética e manejo sustentável da cultura cacaueira.

 

A missão técnica buscou acelerar o acesso a tecnologias já consolidadas, capazes de impulsionar a produtividade, reduzir perdas por doenças e criar uma nova alternativa econômica para agricultores familiares mato-grossenses. Durante a visita, a comitiva conheceu clones de alta performance, sistemas modernos de irrigação e pesquisas desenvolvidas há mais de quatro décadas, voltadas à produção de cacau mais resistente, rentável e adaptado a diferentes condições climáticas.

Atualmente, Mato Grosso ainda possui participação modesta na cacauicultura nacional, com apenas 229 hectares plantados e produtividade média de 664 kg por hectare, segundo dados do IBGE de 2024. O cenário evidencia desafios importantes, como baixo nível tecnológico, escassez de mudas clonadas de qualidade, pouca assistência técnica e fragilidade na organização produtiva. Diante desse diagnóstico, o Governo do Estado aposta na ciência, na inovação e em parcerias estratégicas para construir uma cadeia sustentável e competitiva.

 

Durante a agenda técnica, o grupo conheceu de perto o trabalho desenvolvido pela MARS ao longo de mais de 40 anos de pesquisa genética. O programa é reconhecido internacionalmente pelo desenvolvimento de clones superiores que combinam alta produtividade, resistência a doenças como a vassoura-de-bruxa e capacidade de adaptação a diferentes sistemas produtivos, incluindo cultivos irrigados a pleno sol.

Para a Empaer-MT, a experiência representa uma oportunidade de reduzir o tempo necessário para implantação da cadeia produtiva no estado, utilizando tecnologias já testadas e validadas para adaptação aos biomas mato-grossenses.

“Tivemos uma missão do Governo do Estado por meio de um grupo de trabalho de profissionais empenhados em contribuir com a realidade mato-grossense. Conhecemos de perto um programa de desenvolvimento de tecnologia de cacau liderado pela MARS, que está há mais de 40 anos pesquisando para que essa atividade seja uma opção lucrativa para quem produz”, destacou Edu Pascoski, diretor de Pesquisa da Empaer-MT.

Segundo Pascoski, o foco das pesquisas observadas está diretamente ligado à sustentabilidade e à rentabilidade do produtor rural. “A MARS trabalha com inovação e tecnologia de cultivares nas mais diversas variedades, buscando plantas resistentes a pragas e doenças para que o produtor tenha menos dificuldade e consiga lucratividade”, afirmou.

A missão também fortaleceu o diálogo entre Mato Grosso e os diferentes elos da cadeia produtiva do cacau, abrindo caminho para futuras cooperações técnicas e projetos conjuntos voltados ao desenvolvimento da atividade no estado. “Essa missão foi muito produtiva. Nosso objetivo é estreitar diálogos com os elos da cadeia de valor do cacau para estabelecer cooperações técnicas fundamentais ao desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau em Mato Grosso”, afirmou Fabrício Tomaz Ramos, coordenador de Pesquisa da Empaer-MT.

De acordo com ele, o principal objetivo é garantir que os avanços tecnológicos cheguem aos pequenos produtores e fortaleçam a agricultura familiar. “Nosso foco é trazer esses avanços genéticos e de manejo para o estado, garantindo que a tecnologia seja um instrumento de inclusão produtiva e geração de renda. A gestão estadual está comprometida em auxiliar os pequenos produtores”, completou.

 

A proposta do grupo de trabalho é utilizar a pesquisa aplicada para adaptar as tecnologias observadas na Bahia às condições dos biomas mato-grossenses, incentivando principalmente a agricultura familiar e a recuperação de áreas de pastagens degradadas.

Com apoio do Governo do Estado, da pesquisa científica e de parceiros estratégicos, Mato Grosso busca construir uma base sólida para transformar o cacau em uma nova alternativa de renda sustentável no campo e consolidar, no futuro, uma cadeia produtiva forte, moderna e competitiva.

Por: Redação

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