De olho na liderança de um dos nichos mais competitivos do setor mecanizado, a Massey Ferguson anunciou um movimento estratégico para consolidar sua participação junto aos gigantes do campo. Através de um portfólio renovado, a Massey reforça presença no grande agronegócio com aposta em máquinas de alta potência, projetadas para atender a demanda por produtividade em larga escala nas culturas de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.
O anúncio ocorre em um momento em que a eficiência operacional se tornou o principal diferencial competitivo para as grandes propriedades rurais brasileiras.
O diferencial das máquinas de alta potência no BrasilDurante o Massey Ferguson Experience 2026, realizado em Bebedouro (SP), a fabricante apresentou o trator MF 9S e a plantadeira Momentum. Segundo apuração do Canal Rural, estes equipamentos são as grandes apostas da marca para a Agrishow 2026, que acontece entre o final de abril e o início de maio em Ribeirão Preto.
O grande destaque técnico é o processo de “tropicalização” do MF 9S. Embora seja um sucesso na Europa desde 2023, o modelo foi severamente testado e adaptado para as especificidades do Centro-Oeste brasileiro. Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da companhia, explica que o clima e a resistência do solo nacional exigiram modificações estruturais. O objetivo é garantir que essas máquinas de alta potência mantenham a performance máxima mesmo sob o calor extremo e o regime de trabalho intenso das janelas de plantio brasileiras.
Transmissão CVT e redução de custosO segredo da eficiência das novas máquinas de alta potência da Massey Ferguson reside na integração entre o motor agrícola de seis cilindros e a renomada transmissão Dyna-VT. Diferente dos sistemas convencionais, essa transmissão CVT (transmissão continuamente variável) elimina a necessidade de trocas de marchas, permitindo que o motor opere sempre no ponto ideal de torque.
O investimento em máquinas de alta potência exige um planejamento financeiro robusto. O MF 9S, posicionado como o topo de linha da marca, tem valores que variam entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. Entretanto, a Massey Ferguson sustenta que o custo inicial é diluído pela economia gerada no dia a dia da fazenda.
Estimativas apresentadas por Zanetti indicam que, ao somar a economia de diesel à precisão técnica proporcionada no plantio e preparo de solo, o produtor pode alcançar uma redução de custos superior a R$ 400 por hectare. Para grandes grupos agrícolas que operam milhares de hectares, essa economia representa um impacto direto e imediato na lucratividade líquida da safra.





