• Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Lula e Embrapa miram mercado de US$ 22 trilhões com foco em tecnologia e exportação

Uma em cada oito refeições consumidas no planeta conta com a participação direta da produção agropecuária nacional

A comemoração dos 53 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), celebrada nesta quinta-feira (23) com a abertura da Feira Brasil na Mesa, em Planaltina (DF), marcou um momento de otimismo histórico para o agronegócio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacaram que a ciência nacional consolidou o Brasil como um pilar da segurança alimentar mundial: hoje, uma em cada oito refeições consumidas no planeta conta com a participação direta da produção agropecuária nacional.

Lula enfatizou que o futuro do setor depende da agregação de valor e da qualificação dos produtos para disputar o mercado gerado pelos novos acordos entre Mercosul e União Europeia — um bloco de 750 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22 trilhões.

"Somos o país onde, se plantando, tudo dá. A Embrapa é um centro de excelência e, quanto mais recursos ela tiver, mais esse país será motivo de orgulho. O mundo inteiro a respeita", afirmou o presidente.

O ministro André de Paula reforçou esse protagonismo ao anunciar um marco diplomático: o Brasil atingiu a marca de 600 aberturas de mercado internacional. Os dois mais recentes foram consolidados nesta semana na Coreia do Sul, para a exportação de castanha-do-brasil e castanha de caju.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou os indicadores do Balanço Social de 2025, que comprovam a alta eficiência da gestão pública na instituição. Entre os dados de destaque, revela-se que cada real investido na empresa devolve R$ 27,00 à sociedade, evidenciando um retorno social e econômico de grande escala.

Além disso, as tecnologias desenvolvidas pela estatal possuem um peso determinante na economia nacional, respondendo por 16% do PIB agrícola brasileiro, o que equivale a aproximadamente R$ 775,3 bilhões no último ano. O prestígio institucional também ganhou novas proporções globais durante o evento com o anúncio do reconhecimento da Embrapa como autoridade depositária internacional de micro-organismos, marco que eleva o status científico do país e reforça sua autoridade tecnológica no cenário mundial.

A Feira Brasil na Mesa, que segue até 25 de abril, é uma vitrine de soluções práticas. Entre os lançamentos de destaque nesta edição estão:

Apesar do sucesso nas exportações — que hoje respondem por 49% da pauta comercial do país —, Lula e Massruhá destacaram a necessidade de fortalecer o mercado interno. A feira apresenta mais de 150 produtos, sendo 50 nativos, para incentivar a produção em escala baseada na biodiversidade brasileira.

A ministra Fernanda Machiaveli (MDA) ressaltou que essa ciência chega diretamente à mesa do brasileiro através da agricultura familiar. O Programa Mais Alimentos, por exemplo, gerou um ganho de R$ 6 bilhões em frutas para o setor. "A ciência de excelência é o que permite que 47% das nossas propriedades sejam hoje tecnificadas", complementou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

O evento encerrou sua abertura com uma homenagem a Arthur Chinelato (in memoriam), criador do programa Balde Cheio, que revolucionou a pecuária de leite e apresenta um retorno social de R$ 44,41 para cada real investido, provando que o conhecimento transformado em extensão rural é a maior riqueza do campo brasileiro.

Por: ITATIAIA

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