• Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Lula conversou com Delcy Rodríguez depois da captura de Maduro

Contato foi na manhã de sábado (3.dez) e serviu para obter notícias diretas sobre a situação no país vizinho. Leia mais no Poder360.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, na manhã de sábado (3.jan.2026), depois da operação militar dos Estados Unidos no país que capturou Nicolás Maduro e sua mulher, Cicilia Flores.

O Poder360 apurou que a ligação foi breve e teve caráter informativo. Lula buscou confirmar a situação do país, diante das notícias divulgadas pela imprensa internacional. A a conversa serviu principalmente para que o petista pudesse entender o quadro político e institucional venezuelano.

O contato não envolveu negociações formais nem tratativas diplomáticas mais amplas. A chamada foi feita da base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde o presidente está de recesso.

Depois da conversa, na tarde do sábado (3.dez), o Itamaraty confirmou que o Brasil reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina do país, em alinhamento com a Constituição venezuelana e o direito internacional.

Segundo a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, “na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente quem exerce a Presidência interinamente”. O posicionamento foi divulgado logo depois reunião do governo brasileiro que discutiu a situação emergencial na Venezuela.

Delcy Rodríguez foi vice-presidente da Venezuela desde 2018 e uma das figuras mais próximas de Nicolás Maduro. Agora, é presidente interina. Antes, ocupou cargos estratégicos no governo, incluindo ministra das Relações Exteriores e presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

Também depois da ligação, o presidente soltou uma nota. Afirmou que os bombardeios e a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos “ultrapassam uma linha inaceitável”. Falou que a ação representa uma afronta grave à soberania venezuelana e causa um precedente perigoso para a comunidade internacional e a estabilidade regional.

O governo brasileiro adotou uma postura de condenação cautelosa à ofensiva dos Estados Unidos. Reafirma os princípios como soberania, não intervenção e respeito ao direito internacional, mas evita uma escalada retórica. Nos posicionamentos oficiais, por exemplo, evitam citar Donald Trump (Partido Republicano) ou Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). 

Por: Poder360

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