A cardiologista Ludhmila Hajjar disse nesta 4ª feira (7.jan.2026) que a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS (Sistema Único de Saúde) passa por uma articulação internacional, decisiva para viabilizar a transferência tecnológica e reduzir custos da medicina de alta complexidade.
Segundo Hajjar, um dos objetivos é levar a ideia de um hospital inteligente para o mundo. Para isso, precisa “caber dentro do Orçamento”.
Eis a íntegra da declaração:
“A liderança da presidente Dilma foi fundamental para fortalecer relações diplomáticas. Nós fomos à Índia, à China, e esses contatos trouxeram acordos de cooperação, partilha de tecnologia, transferência de inovação e, sobretudo, formas de reduzir custos. Nós queremos levar o hospital inteligente para todo mundo, mas isso precisa caber dentro do Orçamento.”
Ela participou da cerimônia de anúncio da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, no Palácio do Planalto. O projeto estabelece o 1º hospital público inteligente do Brasil, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, além da implantação de 14 UTIs automatizadas e integradas em diferentes Estados e da modernização de hospitais de excelência do SUS.
A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS é uma estratégia do governo federal para modernizar o atendimento público com uso de inteligência artificial, medicina de precisão, telemedicina e integração digital entre unidades de saúde.
Ludhmila Hajjar é uma das idealizadoras do projeto e atua na concepção do modelo assistencial e tecnológico da rede.
De acordo com a médica, o projeto permite integrar ciência, tecnologia e atendimento humanizado para enfrentar gargalos históricos da saúde pública.
“Esse hospital inteligente, totalmente conectado, permite que o paciente vá direto para o diagnóstico e para o tratamento adequado. Isso reduz sequelas, reduz mortes evitáveis e devolve dignidade às pessoas. É um hospital 100% SUS, do povo, com tecnologia de ponta, mas também com humanismo.”
Segundo a médica, a integração entre atenção primária, hospitais de alta complexidade e centros de pesquisa é essencial também para reduzir a judicialização, desperdício de recursos e desigualdades regionais no acesso à saúde.
O anúncio contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (presidente), Alexandre Padilha (Saúde), Geraldo Alckmin (vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Rui Costa (Casa Civil), de Dario Durigan (secretário-executivo do Ministério da Fazenda) e de Dilma Rousseff (presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics).
O financiamento conta com R$ 1,7 bilhão do NDB (banco dos Brics), e envolve parcerias com universidades e centros de pesquisa. É contratado pelo Ministério da Fazenda e executado pelo Ministério da Saúde.
Eis os investimentos:





