O empresário Luciano Hang surpreendeu ao revelar o plano de expansão da Havan no Brasil. Prestes a inaugurar a loja de número 191, ele contou em entrevista ao NSC Total Blumenau quantas unidades acredita caber ainda no país. Também fez uma confissão sobre como vê o futuro do negócio.
A empresa prevê chegar à marca de 200 lojas neste ano, com um faturamento recorde de R$ 22 bilhões. A título de comparação, são R$ 3,5 bilhões a mais do que o faturamento da Havan em 2025, quando a varejista de 40 anos de fundação atingiu um resultado inédito.
Mas para Luciano Hang é possível ir além. Ele cita que “o país é muito grande” e crava:
— Eu acho que cabem ainda mais ou menos 200, 300 lojas no Brasil. Vamos devagar, tentando
fazer talvez 10 lojas por ano daqui para frente.
A Havan construída na Rua das Palmeiras, no Centro Histórico de Blumenau, por exemplo, representou um investimento de R$ 80 mil para sair do papel, segundo a empresa. Os valores são altos e não são os únicos, por isso o empresário catarinense, que já construiu 25 lojas por ano, fala em “passos coordenados”.
— [Vamos] seguir em passos coordenados para que a gente possa ter tranquilidade de ir melhorando ano a ano. Porque você precisa não só abrir lojas, mas cuidar dos colaboradores, clientes, fornecedores. E cuidar das lojas antigas, dando manutenção, beleza. Muitas delas tendo que refazê-las, porque já estão no modelo muito antiquado — explica Hang.
O dono da gigante Havan é considerado, atualmente, a segunda pessoa mais rica de Santa Catarina e a 31ª do Brasil, com um patrimônio estimado em R$ 11,4 bilhões. Além da rede de lojas, ele tem investimentos em outras áreas, como na construção civil, a exemplo do Senna Tower em Balneário Camboriú.
Apenas a casa de praia de Hang na Dubai brasileira é avaliada em R$ 200 milhões. O empresário diz que, apesar da pluralidade de negócios, o foco principal está na Havan e tem uma visão clara para o futuro do negócio:
— Eu não quero ser a maior empresa do Brasil. Eu quero ser a melhor loja do Brasil — conclui.





