• Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Lewandowski deixa Justiça e é a 15ª troca ministerial de Lula

Lewandowski pediu demissão do cargo em carta enviada ao presidente; ele cita “razões de caráter pessoal e familiar”. Leia mais no Poder360.

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, formalizada nesta 5ª feira (9.jan.2026), é a 15ª troca de ministros desde o início do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lewandowski pediu demissão do cargo em carta enviada ao presidente. Ele cita “razões de caráter pessoal e familiar”. A carta foi assinada depois de o ministro participar da cerimônia em memória aos 3 anos dos atos extremistas do 8 de Janeiro, realizada no Palácio do Planalto.

Com a demissão, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida deve assumir interinamente a pasta até a definição de um novo titular. O presidente, contudo, ainda não sinalizou quando vai despachar o ministro.

Eis a lista completa das mudanças na Esplanada de Lula:

Na carta de demissão, o ministro diz ter exercido a função “com zelo e dignidade”, apesar das “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas ao longo do período à frente da pasta. Ele também agradece a Lula pelo apoio e afirma ter sido um “privilégio continuar servindo ao País” depois de sua aposentadoria do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ex-ministro do STF, Lewandowski estava no comando da Justiça desde janeiro de 2024.

Nos bastidores, a saída de Lewandowski já vinha sendo organizada após o esvaziamento da PEC da Segurança Pública, principal bandeira de sua gestão. A proposta teve a tramitação adiada para 2026 e perdeu pontos considerados centrais pelo governo, como o reforço da coordenação federal no combate ao crime organizado.

Com a demissão, um grupo próximo ao ministro também deve deixar a pasta.

A saída de Lewandowski marca o início da reforma ministerial planejada por Lula para 2026. O presidente já disse a aliados que pretende promover mudanças na Esplanada ao longo dos próximos meses, em meio à reorganização do governo para o ano eleitoral.

Por: Poder360

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