Um dos principais nomes do esporte brasileiro e mundial, Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Ele estava internado no Hospital Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, por conta de um mal-estar. A causa da morte ainda não foi informada.
Lenda do basquete, o brasileiro detém o posto de maior pontuador da história do esporte da bola laranja, com 49.737 pontos. Ele é também o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093.
O "Mão Santa", como era conhecido, chegou a ser escolhido no draft da NBA, maior liga de basquete do planeta, pelo New Jersey Nets. Contudo, nunca atuou pela franquia nova iorquina, nem por qualquer equipe da elite do basquete estadunidense. Ele fez isso para seguir atuando pela Seleção Brasileira, já que a entidade norte-americana não permitir aos atletas atuarem por suas seleções nacionais, regulamento que durou até 1989.
Mesmo sem ter marcado presença na NBA, Oscar sempre foi reconhecido e admirado pela liga estadunidense. Ele foi introduzido ao Hall da Fama da FIBA em 2010 e ao Hall da Fama do Basquete (Naismith Memorial) em 2013. Além disso, ele foi eleito para o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.
Oscar começou a carreira em 1975. Ele atuou por Palmeiras, Sírio, América-RJ, Caserta-ITA, Pavia-ITA, Forum Valladolid-ESP, Corinthians, Barueri (Banco Bandeirantes e Mackenzie Microcamp) e Flamengo.
De 1977 a 1996, Oscar também atuou pela Seleção Brasileira, onde marcou época. A maior conquista veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Naquela oportunidade, conquistou o título contra os EUA, que eram anfitriões do torneio.
De volta ao Brasil em 1995, ele jogou pelo Corinthians, em que foi campeão brasileiro. Entre 1999 e 2003, Oscar atuou no Flamengo, onde conquistou os Campeonatos Cariocas de 1999 e 2002.
Se aposentou em 2003, após quase 30 anos de carreira.





