Justiça de SP homologa plano de recuperação extrajudicial da Lavoro
O plano de recuperação extrajudicial da Lavoro pretende reorganizar o pagamento de cerca de R$ 2,2 bilhões em dívidas
A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de aprovou o plano de recuperação extrajudicial da distribuidora de insumos agrícolas .
O acordo foi anunciado em junho deste ano, em meio a uma crise nos estoques da companhia e ao fechamento de revendas. O plano de recuperação extrajudicial pretende reorganizar o pagamento de cerca de R$ 2,2 bilhões em dívidas.
Entenda
Recuperação extrajudicial é um instrumento jurídico que permite a uma empresa que passa por dificuldades financeiras negociar diretamente com seus credores para reestruturar suas dívidas fora do sistema judicial tradicional.
Trata-se, em linhas gerais, de uma alternativa mais rápida e menos onerosa do que a recuperação judicial, que pode ser homologada pelo juiz para conferir segurança jurídica ao acordo.
A , por sua vez, é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.
Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação.
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O que diz a Justiça
Em sua decisão, o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho anotou que a Lavoro obteve o apoio necessário para a aprovação do plano. Segundo o magistrado, os documentos apresentados pela empresa indicam que 66,9% do valor total das dívidas contou com a adesão dos credores.
“Os pedidos de inclusão e exclusão de créditos, somados, resultam em menos de R$ 30 milhões, que representam menos de 1,5% do total dos Créditos Sujeitos (aproximadamente R$ 2,2 bilhões). Ainda que a integralidade desses ajustes fosse desfavorável ao Grupo Lavoro, tais ajustes não têm qualquer impacto sobre o quórum de aprovação do plano”, escreveu o juiz.
De acordo com as regras definidas no acordo, os credores que apoiaram a proposta receberão os valores integrais, sem desconto, em dez parcelas pagas a cada seis meses. Os credores que não aderiram ao plano, por sua vez, terão um desconto de 50% e só receberão o restante em uma parcela única, em 2032.
A lista de fornecedores que apoiaram o plano inclui Adama Brasil, UPL Brasil, FMC Agrícola, BASF, Ourofino e EuroChem.
Comunicado
Em comunicado ao mercado, nesta quarta-feira (26/11), a Lavoro informou ainda que está em negociações para a possível venda de ativos do segmento Crop Care, entre os quais Agrobiológica, Cromo Química e Union Agro.
A Lavoro disse também que o atual CEO da companhia, Ruy Cunha, deixará o cargo no dia 30 de novembro. Ele será substituído por Marcelo Pessanha, que assumirá em 1º de dezembro.
Por: Metrópoles





