• Sexta-feira, 4 de abril de 2025

Juíza que criticou ministros do STF é aposentada de novo

Ludmila Lins recebeu a 2ª aposentadoria compulsória por decisão unânime do CNJ; ex-magistrada diz estar "exilada" nos EUA.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu, por unanimidade, aposentar compulsoriamente a juíza Ludmila Lins Grilo, do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais). A decisão, tomada em sessão virtual em 21 de março sob a presidência do ministro Roberto Barroso, foi divulgada nesta 5ª feira (3.abr.2025) pelo jornal Folha de S.Paulo.

É a 2ª vez que a magistrada recebe essa punição. A 1ª se deu em maio de 2023, quando ela foi aposentada compulsoriamente em maio de 2023 por criticar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Em publicações nas redes sociais, Ludmila se referiu a Barroso e Alexandre de Moraes como “perseguidores-gerais da República do Brasil”.

A juíza, que é apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficou conhecida durante a pandemia ao incentivar o descumprimento de normas sanitárias, como o uso de máscaras contra a covid. Por exemplo, uma vez gravou um vídeo em um shopping ironizando o uso de máscaras ao tomar um sorvete.

A nova punição foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 25 de março. Segundo o TJ-MG, Ludmila não forneceu endereço para notificações oficiais, mantendo só o contato necessário para a comprovação de vida exigida de aposentados do serviço público. Atualmente, ela afirma estar “exilada nos Estados Unidos”.

Poder360 tentou entrar em contato com Ludmila Lins Grilo, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato com a magistrada e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Por: Poder360

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