Em meio a um acordo de cessar-fogo, Israel realizou um ataque contra o principal líder militar do Hamas, Izz al-Din al-Haddad, em Gaza, nesta sexta-feira (15). Ao menos uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas. A informação sobre a ofensiva foi divulgada em um comunicado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa Israel Katz.
As autoridades israelenses disseram que indicações iniciais apontam que o assassinato de al-Haddad foi bem-sucedido. Para o país, o chefe das Brigadas Izz al-Din al-Qassam, o braço militar do Hamas, é um dos "arquitetos" do ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e por manter reféns após a ofensiva.
O país ainda acusa o líder de se recusar a "implementar o acordo liderado pelo presidete dos Estados Unidos para que o Hamas se desarmasse e para a desmilitarização da Faixa de Gaza", segundo o comunicado. Enquanto isso, o Hamas não se pronunciou sobre o ataque israelense.
Após Israel matar outros líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar, o irmão dele Mohammed Sinwar, e Mohammed Deif, al-Haddad passou a ser considerado um dos principais tomadores de decisão do grupo.
Serviços de emergência em Gaza informaram que Israel atingiu um prédio residencial no bairro al-Rimal, próximo à Cidade de Gaza, durante a tarde de sexta (15). O diretor do Hospital Al-Shifa disse à CNN Internacional que pelo menos uma mulher foi morta e outras seis pessoas ficaram feridas, incluindo uma em estado crítico.
O ataque acontece apesar de um cessar-fogo que está em vigor desde outubro do ano passado. Israel realiza ataques regulares em Gaza que afirma ter como alvo o Hamas ou o que os oficiais descrevem como ameaças iminentes às forças israelenses ocupando mais da metade do enclave destruído.
Desde o acordo de trégua, o Ministério da Saúde da Palestina divulgou que os ataques israelenses mataram mais de 850 pessoas em Gaza.





