• Sexta-feira, 27 de março de 2026

Irã promete retaliar Israel por ataques a instalações estratégicas

Ataque aéreo hoje atingiu siderúrgicas e instalações nucleares civis

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araghchi, prometeu que Teerã vai cobrar “um preço elevado” pelos “crimes israelitas”, referindo-se aos ataques aéreos desta sexta-feira (27) a siderúrgicas e instalações nucleares civis iranianas. “Israel atacou duas das mais importantes siderúrgicas do Irã, uma central elétrica e instalações nucleares civis, entre outras infraestruturas, em coordenação com os Estados Unidos”, denunciou Abbas Araghchi. A Guarda Revolucionária também reagiu aos bombardeios, instando os responsáveis de instalações industriais da região do Médio Oriente ligadas aos Estados Unidos e a Israel a evacuarem esses locais, porque o Irã vai retaliar. O diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atômica (Aiea), Rafael Grossi, reiterou o “apelo para a contenção militar, para evitar qualquer risco de acidente” no Irã, após os ataques israelitas e norte-americanos a instalações nucleares. “A Aiea foi informada pelo Irã de um ataque contra a central de Arkadan, na província de Yadz, no centro do país”, declarou a agência especializada da ONU nas redes sociais. “Não foi registrado qualquer aumento nos níveis de radiação fora da central”, acrescentou. O ataque aéreo à unidade de processamento de urânio de Ardakan foi inicialmente anunciado pela Organização Iraniana de Energia Atômica e logo confirmado pelo Exército israelita. As forças israelitas “atacaram a única instalação desse tipo no Irã utilizada para produzir materiais necessários ao processo de enriquecimento de urânio”, indicou o Exército num comunicado, acrescentando que Israel “não permitirá” que o Irã “avance com o programa de armas nucleares”. O complexo de processamento de água pesada de Khondab (novo nome do reator de Arak), situado a 2 horas da capital, foi também “alvo de um ataque, em duas fases, orquestrado pelo inimigo norte-americano e sionista”, informou a agência de notícias Fars, citando uma fonte local. Foram igualmente bombardeados dois importantes complexos siderúrgicos iranianos, na região de Isfahan, no centro do Irã, e na província de Cuzistão, no sudoeste. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irã, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis. Em retaliação, o Irã fechou o acesso ao estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque. Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias. A organização não governamental Hrana (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situa o número total de mortes no Irã em pelo menos 3.329, entre as quais 1.492 civis. Relacionadas
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MINAB, IRAN - MARCH 03: Mourners hold a portrait of a students during a funeral ceremony for children, who lost their lives after a primary school in Iran’s Hormozgan province was targeted in US and Israeli attacks, on March 03, 2026 in Minab, Iran. Thousands of people, including families and officials, attended the ceremony. Stringer / AnadoluNo Use USA No use UK No use Canada No use France No use Japan No use Italy No use Australia No use Spain No use Belgium No use Korea No use South Africa No use Hong Kong No use New Zealand No use Turkey. Foto: Anadolu Agency/Reuters
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Por: Redação

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