O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ameaçou no domingo (15.mar.2026) ampliar a guerra no Oriente Médio, se houver intervenção de outros países. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), pedir participação internacional para garantir segurança no estreito de Ormuz.
Em uma publicação na rede social X, Abbas Araghchi instou os países vizinhos do Irã a “expulsarem os agressores estrangeiros”. Afirmou que o guarda-chuva de segurança dos EUA na região “atrai problemas em vez de dissuadi-los”.

O bloqueio do estreito de Ormuz por Teerã fez com que os preços do petróleo disparassem nos últimos dias. A passagem conecta os golfos Pérsico e de Omã, por onde circula cerca de 20% do petróleo transportado no mundo.
No sábado (14.mar), Abbas Araghchi disse que o canal está aberto, exceto para embarcações israelenses e norte-americanas. “Os demais [países] têm liberdade para passar. É claro que muitos deles preferem não fazê-lo, devido às preocupações com a segurança. Isso não tem nada a ver conosco”, afirmou o ministro iraniano.
O governo do Irã também afirmou no sábado (14.mar) que ataques à sua rede de energia desencadearão retaliações contra instalações de empresas estrangeiras que cooperam com Washington na região.
Já o presidente dos EUA declarou no sábado (14.mar) que a proteção da rota deve ser um esforço conjunto entre os países que utilizam a logística da região. Citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido como economias que devem enviar navios de guerra para a área.

Japão e Austrália disseram que não planejam enviar navios de guerra para escoltar embarcações no estreito de Ormuz.
Segundo a agência de notícias Reuters, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, apoiadora de Trump, disse nesta 2ª feira (16.mar) que seu país, limitado por sua constituição pacifista, não tem planos de enviar navios de guerra para o Oriente Médio, de onde obtém 95% de seu petróleo.
“Ainda não tomamos nenhuma decisão sobre o envio de navios de escolta. Continuamos a analisar o que o Japão pode fazer de forma independente e o que pode ser feito dentro da estrutura legal”, disse Takaichi ao parlamento.
A Austrália, outro importante aliado dos EUA que também depende fortemente de combustíveis produzidos com petróleo bruto do Oriente Médio, disse que não enviará navios de guerra para auxiliar na reabertura do estreito.
“Sabemos o quão incrivelmente importante isso é, mas não é algo que nos foi solicitado ou para o qual estamos contribuindo”, disse Catherine King, membro do gabinete do primeiro-ministro Anthony Albanese, em entrevista à emissora estatal ABC.
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