O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (18) que respondeu à proposta mais recente dos Estados Unidos para encerrar a guerra e que as negociações entre os dois países continuam.
“Como anunciamos ontem (domingo), nossas preocupações foram transmitidas à parte americana”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, durante entrevista coletiva.
Segundo Baqaei, as conversações seguem sendo mediadas pelo Paquistão. O porta-voz reforçou ainda as principais exigências do Irã, entre elas a liberação de ativos iranianos congelados no exterior e o fim das sanções impostas há anos pelos Estados Unidos.
“Os pontos apresentados são exigências iranianas que têm sido firmemente defendidas pela equipe iraniana em cada rodada de negociações”, afirmou. O representante iraniano também defendeu a exigência de reparações de guerra por parte dos Estados Unidos, classificando o conflito como “ilegal e sem fundamento”.
As declarações ocorrem um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que “o tempo está acabando” para Teerã e advertiu que “não restará nada” do país caso não haja um acordo rápido.
Mesmo após mais de um mês de trégua, as perspectivas de uma solução definitiva para o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, seguem distantes.
Antes das novas declarações iranianas, Teerã já havia alertado Washington sobre possíveis consequências de novos ataques. O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, afirmou que, se o Irã for atacado novamente, os Estados Unidos enfrentarão “cenários inéditos, ofensivos e perturbadores”.
O vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamidreza Hajibabaei, também declarou que o país responderá com ataques a instalações petrolíferas da região caso refinarias iranianas sejam atingidas.
A guerra provocou o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos, além de ampliar os confrontos paralelos envolvendo Israel e Líbano.
Com a escalada das tensões, o petróleo Brent subiu 1,28% na abertura dos mercados asiáticos desta segunda-feira, negociado a 110,26 dólares por barril.
Principal aliado do Hezbollah, o Irã exige um cessar-fogo duradouro no Líbano para avançar em um acordo de paz com os Estados Unidos.
Neste domingo, um oficial militar israelense informou que o Hezbollah lançou cerca de 200 projéteis contra Israel e tropas israelenses durante o fim de semana, apesar da prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano.
O Ministério da Saúde libanês informou que novos ataques israelenses no sul do país deixaram cinco mortos, entre eles duas crianças.





