• Segunda-feira, 18 de maio de 2026

Cuba teria plano para usar drones contra bases e navios dos EUA, aponta inteligência

Relatórios citados pelo Axios indicam que Havana reforçou arsenal militar com drones adquiridos da Rússia e do Irã

Informações de inteligência dos Estados Unidos indicam que Cuba adquiriu mais de 300 drones militares e teria iniciado discussões sobre possíveis ataques contra alvos americanos, incluindo a base naval de Guantánamo, embarcações militares dos EUA e até a cidade de Key West, na Flórida. As informações foram divulgadas pelo portal Axios nesse domingo (17).

Segundo o site americano, autoridades dos EUA avaliam que Havana vem reforçando suas capacidades militares com drones de ataque adquiridos da Rússia e do Irã desde 2023. Os equipamentos estariam armazenados em pontos estratégicos da ilha.

Um alto funcionário do governo americano, que não teve a identidade revelada, afirmou ao Axios que o avanço da tecnologia de drones e a presença de militares iranianos em Cuba elevaram a preocupação da gestão do presidente Donald Trump com a ilha. A mesma fonte afirmou que os relatórios de inteligência podem servir de justificativa para uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra Havana.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Cuba na última quinta-feira (14), quando alertou autoridades cubanas sobre possíveis hostilidades e defendeu mudanças no regime para que sanções americanas sejam flexibilizadas, segundo o Axios.

Ainda de acordo com o portal, novas sanções contra Cuba podem ser anunciadas nos próximos dias. Entre as medidas avaliadas estaria uma acusação do Departamento de Justiça dos EUA contra o ex-presidente Raúl Castro pela suposta ordem para derrubar, em 1996, dois aviões de um grupo humanitário sediado em Miami.

Autoridades americanas também afirmaram que Cuba acompanha o uso de drones em conflitos recentes, especialmente após os ataques realizados pelo Irã no Oriente Médio. O governo dos EUA avalia que militares cubanos que participaram da guerra da Rússia na Ucrânia teriam levado ao país experiências sobre a eficácia desse tipo de armamento.

Apesar da preocupação crescente, Washington não considera Cuba uma ameaça iminente. A avaliação, segundo o Axios, é que o governo cubano discute cenários de guerra com drones caso haja uma deterioração ainda maior das relações entre os dois países.

Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a pressão econômica sobre Havana com restrições ao fornecimento de petróleo à ilha, agravando a crise econômica enfrentada pela população cubana.

Por: ITATIAIA

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