Uma falha no repasse de informações do Imposto de Renda pelas empresas à Receita Federal tem colocado milhares de contribuintes para a malha fina em 2026. O problema, considerado “invisível” para muitos trabalhadores, está relacionado à nova forma de declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).
Com a mudança no modelo de envio de dados, as empresas passaram a informar mensalmente os valores retidos por meio do eSocial. Já o informe de rendimentos entregue ao empregado continua seguindo um padrão anual, consolidado.
Essa diferença de metodologias tem provocado divergências nos registros. Se houver qualquer diferença, a declaração é retida automaticamente na malha fina.
Em nota, a Receita Federal informou que já está em contato com empregadores que concentram contribuintes atualmente retidos em malha, orientando que as correções sejam feitas o quanto antes. Conforme o órgão, 100 empregadores respondem por 100 mil contribuintes retidos na malha.
Até o dia 13 de abril, a Receita Federal havia recebido mais de 11 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026. Do total, 8,15% das declarações estavam retidas em malha na data, o que representa cerca de 897 mil contribuintes, considerando o volume entregue até o momento.
A orientação é verificar os dados antes de qualquer providência. O caminho mais comum envolve três etapas:
Se a falha estiver nos dados enviados pela empresa, o ideal é aguardar a correção antes de retificar, para evitar novos desencontros de informação.
Além das divergências no IRRF, as retenções mais comuns ocorrem por:
É importante lembrar que as mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda, para quem ganha até R$ 5 mil, e redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026. Isso porque a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos no ano passado, o chamado “ano-base” da declaração.
Dessa forma, é necessário declarar:





