O Washington Hilton, hotel escolhido para o jantar anual dos Correspondentes da Casa Branca no último fim de semana, já havia sido alvo de ataques antes do episódio do último fim de semana. No sábado (25), um atirador invadiu o salão de baile, interrompendo o evento. A outra tentativa de assassinado ocorreu em 1981, há 45 anos.
Na ocasião, John Hinckley Jr. tentou matar o então presidente dos Estados unidos Ronald Reagan (1911-2004) quando ele saía do local Reagan sobreviveu, mas ficou gravemente ferido por um tiro que perfurou o pulmão. O secretário de imprensa dele, James S. Brady, também foi baleado e atingido na cabeça, ficando parcialmente paralisado após o ataque.
O hotel está localizado a pouco mais de um quilômetro e meio da Casa Branca, em Washington. O espaço já foi cenário de grandes eventos desde a inauguração, em 1965. Durante as décadas de 1960 e 1970, o salão de baile era palco de eventos musicais, incluindo shows de Jimi Hendrix e da banda The Doors, por exemplo.
No âmbito da política, o espaço, além de receber o tradicional jantar anual dos Correspondentes da Casa Branca, é destinado regularmente para o Café da Manhã Nacional de Oração — evento de comunhão e intercessão que reúne líderes políticos, empresariais e religiosos para orar pela nação.
O tradicional jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca no sábado (25) — evento anual em que o presidente dos EUA se reúne com jornalistas — foi interrompido após tiros serem ouvidos. Na ocasião, Donald Trump foi retirado às pressas do hotel em Washington, onde acontecia o jantar.
Jornalistas e autoridades que estavam no local se agacharam e tentaram se proteger do ataque. Foram efetuados ao menos cinco disparos. O suspeito foi localizado e preso por agentes do Serviço Secreto.
Identificado como Cole Tomas Allen, o suspeito é morador de Torrance, na Califórnia, onde trabalha como professor. Durante o ataque, um agente do Serviço Secreto foi baleado.
O suspeito de cometer um ataque a tiros no jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, no último fim de semana, foi acusado formalmente de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (27). O crime pode levar à prisão perpétua.
Cole Tomas Allen, de 31 anos, também enfrenta acusações de porte de arma de fogo e agressão contra um agente federal com arma perigosa. Em um tribunal em Washington, o juiz ainda determinou que o suspeito seja mantido temporariamente sob custódia até a audiência de detenção, marcada para a próxima quinta-feira (30).





