• Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Governo estima inflação de 3,6% em 2026, abaixo do teto da meta

Secretaria de Política Econômica projeta redução da inflação, apesar de pressões moderadas nos preços de alimentos.

O Ministério da Fazenda estima que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) será de 3,6% em 2026, segundo o documento “O que esperar 2026”, divulgado nesta 6ª feira (6.fev.2026) pela SPE (Secretaria de Política Econômica). Leia a íntegra (PDF – 923 kB).

A projeção indica continuidade do processo de desinflação observado nos últimos anos, com o índice permanecendo abaixo do teto da meta e mais próximo do centro estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Segundo a Fazenda, a inflação deve ser favorecida pelo excesso de oferta global de bens, pela queda nos preços internacionais de combustíveis e pelos efeitos defasados do enfraquecimento recente do dólar e da política monetária contracionista.

A SPE projeta que a inflação de bens industriais e de serviços continuará em desaceleração, enquanto os preços monitorados também devem registrar alta menor, beneficiados pela perspectiva de menores reajustes em combustíveis e tarifas de energia elétrica.

Em contrapartida, o documento cita pressões moderadas sobre os preços de alimentos em 2026. Entre os fatores estão a alternância de eventos climáticos, a menor oferta de carne bovina, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a expectativa de produção menor de alguns alimentos in natura e semielaborados, como arroz, trigo, tomate e batata.

A Fazenda afirma que, mesmo com essas pressões, o cenário inflacionário permanece compatível com a possibilidade de redução gradual da taxa básica de juros, desde que o ambiente externo não sofra deterioração relevante.

O documento também ressalta que choques geopolíticos, novas disputas tarifárias entre grandes economias e uma desaceleração mais forte da China representam os principais riscos para a trajetória de preços em 2026.

Por: Poder360

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