• Segunda-feira, 16 de março de 2026

Governistas lamentam morte de médica em tiroteio no Rio

Andrea Marins Dias, 61 anos, foi baleada durante perseguição em Cascadura, zona Norte da capital fluminense; caso é investigado

A médica Andrea Marins Dias, 61 anos, morreu depois de ser atingida por disparos durante uma ação da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro no domingo (15.mar.2026), em Cascadura, zona norte da capital fluminense. O caso se deu durante uma perseguição policial que terminou com tiros contra o veículo que ela dirigia. Nas redes sociais, governistas lamentaram a morte.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, classificou o caso como “desolador”. Segundo ela, testemunhas relataram que policiais teriam confundido o carro da médica com o de criminosos. “Desolador. A médica Andréa Marins Dias foi morta a tiros durante uma abordagem policial em Cascadura”, afirmou.

A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) prestou solidariedade à família e criticou a política de segurança pública no Estado. “Mais uma vida perdida por causa de uma política de segurança que transforma bairros inteiros em zonas de guerra”, declarou.

O deputado Henrique Vieira (Psol-RJ) disse ter recebido a notícia “com profunda tristeza” e mencionou relatos de possível confusão com o veículo da médica.

Já a deputada federal Marina do MST (PT-RJ) afirmou que o episódio ocorreu “em mais uma ação da PM”.

A deputada estadual Renata Souza (Psol-RJ) também comentou o caso e citou relatos de testemunhas de que o carro teria sido confundido com o de criminosos.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, afirmou que o caso representa uma “falha estrutural”. “Mais uma vida interrompida”, completou.

O Ministério da Saúde também divulgou nota de pesar e destacou a trajetória da médica no INCA (Instituto Nacional de Câncer).

“O Ministério da Saúde manifesta pesar pela morte da médica Andrea Marins Dias”, disse a nota. Segundo o comunicado, ela dedicou quase duas décadas ao atendimento de pacientes oncológicos no instituto e atuava em uma unidade especializada em cuidados paliativos.

Formada em medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Andrea era ginecologista e cirurgiã geral e oncológica, com mais de 28 anos de atuação voltada à saúde da mulher.

Nas redes sociais, compartilhava informações sobre saúde feminina e era criadora de um método voltado ao diagnóstico precoce da endometriose. Também publicou um e-book sobre o tema.

Em nota enviada ao Poder360, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a Corregedoria Geral da corporação instaurou procedimento para apurar a ocorrência registrada durante a abordagem em Cascadura.

“A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a CGPM (Corregedoria Geral da Corporação) instaurou procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a abordagem policial no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro”, diz o comunicado.

Segundo a nota, por determinação do comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda), os agentes envolvidos foram retirados da atividade externa.

“A Secretaria de Estado de Polícia Militar colabora integralmente com as investigações conduzidas pela DHC (Delegacia de Homicídios da Capital)”, afirma o texto.

De acordo com a Polícia Militar, policiais receberam a informação de que um carro modelo Corolla Cross estaria envolvido em roubos na região de Cascadura.

O tiroteio ocorreu na rua Palatinado, depois que agentes do 9º Batalhão foram acionados. Ao chegarem ao local, identificaram o que consideraram ser o veículo suspeito e iniciaram a perseguição.

Segundo a corporação, criminosos teriam disparado contra os policiais e o carro dirigido por Andrea seguiu até parar na rua Palatinado. Quando os agentes abriram a porta do veículo, afirmam, encontraram a médica já morta no banco do motorista.

Por: Poder360

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