O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, movimentou 17,5 milhões de passageiros em 2025, maior volume anual desde o início da série histórica da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), iniciada em 2000. O resultado foi registrado antes do leilão do terminal, marcado para 30 de março na B3, em São Paulo, no processo conduzido pelo governo federal para redefinir a concessão da unidade.
O fluxo de viajantes aumentou 23,5% em relação a 2024, quando o aeroporto recebeu 14,2 milhões de passageiros. Os dados constam no painel estatístico da agência e consideram embarques e desembarques em voos nacionais e internacionais com origem ou destino no Galeão.
O volume também superou o recorde anterior, de 16,9 milhões de passageiros, registrado em 2014, ano em que o Brasil sediou a Copa do Mundo. O resultado de 2025 consolida uma recuperação significativa do aeroporto após anos de retração e perda de relevância no sistema aeroportuário nacional.
Parte desse crescimento está associada à redistribuição de voos no Rio de Janeiro, após restrições operacionais impostas ao Aeroporto Santos Dumont. A medida levou companhias aéreas a transferirem rotas para o Galeão, ampliando a oferta de voos e elevando o número de passageiros no terminal internacional.
O desempenho também acompanha o cenário mais amplo da aviação civil brasileira. O ano de 2025 foi o melhor da história do setor no país, com recordes de movimentação de passageiros e ampliação da demanda por viagens aéreas, segundo dados divulgados pelo governo federal.
Nesse contexto, o governo publicou as regras para o novo leilão do Galeão, previsto para 30 de março. O objetivo é selecionar um operador responsável pela administração, manutenção e investimentos no aeroporto, com a expectativa de consolidar a retomada do terminal e fortalecer sua posição como principal porta de entrada internacional do Rio de Janeiro.





