Investigação da PF (Polícia Federal) indica que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, recebia “consultoria informal” de Paulo Sérgio Souza e Bellini Santana, ex-funcionários do Banco Central. O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta 4ª feira (4.mar.2026) a prisão do banqueiro e de 3 pessoas ligadas a ele.
Segundo a PF, Souza e Santana mantinham interlocução direta e frequente com Daniel Vorcaro, “passando a atuar informalmente em favor dos interesses da instituição financeira submetida à supervisão da própria autarquia com a qual mantinha vínculo funcional”. Leia a íntegra da decisão de André Mendonça (PDF – 384 kB).
As investigações indicam que os 2 ex-servidores participavam de um grupo de WhatsApp com Vorcaro, “criado para facilitar a comunicação direta entre os envolvidos e permitir a discussão de estratégias relativas a temas de interesse do Banco Master”.
Paulo Sérgio Souza ocupou o cargo de chefe-adjunto do departamento de Supervisão Bancária do Banco Central. Segundo a PF, ele:
Belline Santana ocupava o cargo de chefe do Desup do Banco Central. A PF afirma que ele:
Mendonça determinou que Souza e Santana sejam afastados de suas funções públicas no Banco Central. Ele também proibiu que mantenham contato com testemunhas ou demais investigados na Operação Compliance Zero. Por fim, determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Os investigados devem ficar no seu município de residência e entregar seus passaportes para a Polícia Federal.
Mendonça autorizou a 3ª fase da operação Compliance Zero nesta 4ª feira (4.mar), a pedido da PF. Segundo o despacho do ministro, a investigação do caso indica que Vorcaro emitia “ordens diretas” de atos de intimidação contra pessoas como “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” que prejudicavam os interesses do Master. O ministro também declarou que foram identificados registros de que o empresário teve “acesso prévio” a informações “relacionadas à realização de diligências investigativas”.
Foram presos preventivamente:
Também foi autorizada a busca e apreensão em 15 endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais. Mendonça determinou o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens no montante de até R$ 22 bilhões.





