• Quarta-feira, 4 de março de 2026

Ninguém está acima da lei e Lulinha deve ser investigado, diz PT

Edinho Silva, presidente do partido, afirma que quebrar sigilo "é normal nas democracias”. Leia no Poder360

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse nesta 4ª feira (4.mar.2026) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve ser investigado e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “tranquilo” quanto à quebra de sigilo envolvendo o filho, aprovada pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 26 de fevereiro.

“Ninguém está acima da lei. Se tem alguma dúvida do posicionamento, da conduta do Fábio, que é filho do presidente, que seja investigado como qualquer outro cidadão brasileiro. Comprove se Fábio tem alguma relação, no caso são as denúncias sobre o INSS, ou se não tem. Se não tiver, o que nós queremos é que se venha a público e diga que não tem nada encontrado, nada foi comprovado”, declarou em entrevista ao canal de notícias SBT News.

O PT pediu que a votação fosse anulada, mas o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), manteve a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha. Edinho minimizou a medida: “Quebra de sigilo é um processo normal nas democracias. Por isso, sou defensor da democracia”.

O dirigente petista, por sua vez, disse que a quebra de sigilo não significa que haja culpa e defendeu preservar o direito à ampla defesa do filho de Lula. “É muito fácil você destruir as pessoas. Tem uma denúncia, uma suspeita, as pessoas são destruídas politicamente. […] No Brasil, infelizmente, as pessoas condenam antes de qualquer defesa. Isso é muito ruim”, disse.

Para ele, as investigações não devem afetar Lula. “Não tenho menor preocupação de que esse ambiente de investigação prejudique o presidente Lula. Quem mais defende que as denúncias sejam apuradas é o presidente Lula”, declarou.

Segundo Edinho, há um fortalecimento de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Por: Poder360

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