• Segunda-feira, 6 de abril de 2026

Fora do Planalto, Flávio negocia alianças oferecendo expectativa de futuro

Crescimento nas pesquisas abre espaço para articulações

A PEC do Fim da Reeleição Presidencial, defendida por Flávio Bolsonaro (PL), tem sido interpretada como aceno do parlamentar para partidos de centro e lideranças políticas como o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos). A medida, se aprovada, aumentaria a rotatividade no Palácio do Planalto, e o possibilitaria à Flávio a construção de uma aliança para 2026, pensando na sucessão em 2030. Em resumo, um apoio atual poderia ser trocado por um apoio mais adiante.

Tarcísio de Freitas, que tenta a reeleição em São Paulo, será um dos nomes que em 2030 estará disponível para disputa à presidência. O governador tenta levar o Republicanos, importante representação da igreja evangélica, para a chapa de Flávio e já adiantou que fará palanque para o bolsonarista, independente da posição da legenda.

Para diminuir a resistência, a proposta não proíbe reeleição de parlamentares e vale apenas para o executivo. Prefeitos e governadores também estão fora da lista e poderão concorrer à reeleição uma vez, mantendo a regra atual.

Negociar com expectativa de futuro é uma estratégia comum na política, principalmente para políticos que concorrem ao executivo sem estarem ocupando os cargos. Um candidato à reeleição pode oferecer cargos no presente e entregas na base eleitoral de seus aliados. Um postulante fora da cadeira, além de alinhamento ideológico e programático, normalmente lança mão de ganhos futuros para negociar.

O crescimento e consolidação do nome de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de votos está abrindo espaço para que ele articule com base em uma possibilidade mais real de vitória. O PSD, por exemplo, que almeja se firmar como o maior partido do Brasil, terá candidato próprio, mas pelo menos dois dos três presidenciáveis filiados pela legenda são vistos pelo PL como potenciais ministros em uma eventual vitória de Flávio.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também é um nome bem visto como futuro ministro. As alianças que não forem costuradas no primeiro turno, certamente serão seladas no segundo. Quanto maior a possibilidade de eleição, mais atrativas ficam as composições.

Por: Redação

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